Cidades

Greve dos servidores do Hospital Júlio Muller é suspensa por determinação do TRF

Por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF), servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) suspenderam a greve da categoria. Uma assembleia geral foi convocada para segunda-feira (25), às 14h, quando devem tomar uma decisão sobre o futuro do movimento.

“No entanto, considerando os riscos da decisão, o comando de greve do HUJM decidiu convocar assembleia geral para segunda-feira (25) às 14h no auditório do hospital e suspender a greve até a realização da assembleia, com retorno imediato ao trabalho. A Assembleia de segunda-feira deve tomar a decisão dos próximos passos”, informou o comando por meio de nota.

O setor jurídico do movimento paredista, segue a nota, já está questionando a liminar com o objetivo de derrubá-la.

Segundo o comando da greve, a liminar determinou o retorno imediato de 100% dos trabalhadores grevistas às suas funções sob pena de multa de R$ 50 mil ao dia em caso de descumprimento. A liminar não julga o mérito da greve, apenas determina o retorno e foi solicitada pela direção nacional da EBSERH.

O comando garante que o movimento grevista atende todos os trâmites legais determinados pela legislação e que busca inúmeras formas de negociação com a reitoria da UFMT e com a superintendência da EBSERH, e que todas as tentativas não obtiveram êxito, restando apenas o instrumento de deflagração de greve como única ferramenta em defesa da jornada flexibilizada de 30h e atendimento ininterrupto e contínuo do HUJM.

De acordo com o comando, a suspensão da greve até a assembleia geral de segunda-feira é um passo obrigatório e tático rumo a estratégia principal que é a retirada integral da portaria 115 de 13 de março de 2019 da Superintendência da EBSERH.

“Informamos também que, paralelamente, nosso setor jurídico já entrou com questionamento de legalidade da forma de construção da escala de 40h apresentada como prévias pela administração do hospital. Também está sendo feito denúncias ao MPF sobre as irregularidades administrativas na concessão da folga da hora ficta e APH”.

Os grevistas prosseguem também o movimento para provar administrativamente e juridicamente a viabilidade da jornada flexibilizada de 30h sem a necessidade de APH e sem ininterrupção dos serviços, sempre tendo como norte principal a vida.

Redação

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