A Secretaria de Saúde (SES) negou que haja dívida com hospitais filantrópicos que programaram a suspensão de atendimento para a próxima segunda-feira (7) em Cuiabá e Rondonópolis. A secretaria contestou a nota divulgada pela Federação dos Hospitais Filantrópicos de que, desde 2015, a entidade vem expondo ao governador do Pedro Taques (PSDB) “todas as dificuldades na manutenção das suas instituições”, em virtude da defasagem da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) e “constantes atrasos nos pagamentos”.
“A Secretaria de Estado de Saúde esclarece que não existe nenhuma dívida com tais hospitais. Isso porque a SES não mantém nenhum contrato com os hospitais filantrópicos. O Estado por meio da SES apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses, que são usados pelas secretarias municipais para fazer face às suas despesas, incluindo aqueles serviços contratados junto aos hospitais”, diz nota.
Ainda conforme a SES, no ano passado o governador Pedro Taques acertou fazer repasses emergenciais para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões em dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, transferência que somaram R$ 7,5 milhões.
“O valor mensal era para ser dividido entre a Santa Casa de Rondonópolis, e mais os hospitais de Cuiabá: Santa Casa, Santa Helena, HGU (Hospital Geral Universitário) e Hospital do Câncer. Na época o governador chegou a sugerir que os hospitais usassem parte dos recursos para contratar uma consultoria que os ajudasse na reestruturação e também na gestão”.
Segundo a Federação, a paralisação envolve os hospitais Santa Casa de Cuiabá, Santa Casa de Rondonópolis, Hospital Santa Helena e HGU. A presidente da entidade, Elizabeth Meurer, diz que em 2016, do total dos déficits levantados para o custeio, foi repassado 69% do valor devido, não cobrindo seu custo efetivo, com a promessa do Governo do Estado de que estaria fazendo um estudo de como manter e até cobrir os 100% do déficit.


