O ex-ministro e coordenador de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gilberto Carvalho, declarou que um eventual quarto mandato do atual chefe do Executivo será o seu grande legado para a história do Brasil. A afirmação foi feita na última sexta-feira (24), durante uma agenda política em Cuiabá.
Carvalho destacou que o atual mandato foi focado na reestruturação do país e que, com a “máquina” governamental sob controle, uma próxima gestão teria melhores condições de execução.
“Nós pegamos um país, não esqueçam disso, pegamos um país destruído e um governo destruído. Fizemos todo um trabalho de reconstrução e agora temos muito mais condições, já dominando a máquina, de fazer o que será o último governo do presidente Lula. Eu tenho certeza de que ele vai deixar o melhor legado para a história”, afirmou o ex-ministro.
Expectativas para Mato Grosso e oposição
Nas urnas de Mato Grosso, reduto historicamente ligado ao agronegócio e ao conservadorismo, Carvalho está otimista. Ele projeta que a votação de Lula no estado supere os 35% alcançados no pleito de 2022.
A estratégia petista aposta em uma combinação de fatores para atrair o eleitorado mato-grossense:
- Aprovação da gestão: A confiança de que as entregas do atual governo serão reconhecidas pela população, provocando um deslocamento natural de votos.
- Enfraquecimento do adversário: A avaliação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, não possui o mesmo apelo popular que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Migração de eleitores: A expectativa de que a “confusão” nos bastidores da direita favoreça a chapa petista.
“O Flávio não é o Bolsonaro, é outro carisma. Então, eu acho que toda essa confusão deles e o trabalho que nós estamos apresentando, a meu juízo, vai fazer com que haja uma mudança. O percentual de deslocamento a gente não sabe, mas nós temos confiança de que vamos ir bem aqui no Mato Grosso”, concluiu Carvalho.


