Economia

Fundo Monetário Internacional prevê que Brasil crescerá 1,4% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta segunda-feira suas previsões de crescimento para o Brasil, que deverá avançar 1,4% em 2018 e 2,4% no ano seguinte, em consequência da greve dos caminhoneiros e de condições financeiras mais severas.

"A recuperação na América Latina continua, apesar de um ritmo mais lento que o previsto à medida em que as condições financeiras endurecem, e devido à seca na Argentina e à greve dos caminhoneiros que interrompeu a produção no Brasil", destaca o relatório "Perspectivas da economia mundial".

Para o Brasil, o Fundo espera um crescimento de 1,4% em 2018 e de 2,4% em 2019, em queda de 0,4 ponto e 0,1 ponto, respectivamente, em relação às previsões de julho.

O Brasil saiu em 2017 de dois anos de recessão com um crescimento de 1%.

O pessimismo do FMI em relação às previsões precedentes se deve, entre outras causas, à guerra comercial entre Estados Unidos e China, o que também derrubou as avaliações de crescimento mundial, para 3,7%, tando em 2018 como em 2019.

"Nossa reavaliação é mais drástica para os mercados emergentes em seu conjunto, onde vemos que há um enfraquecimento do crescimento na América Latina (especialmente Brasil, Argentina e México)", destaca o Fundo.

Segundo o relatório, a atividade desacelerou de forma mais marcada em países como Brasil, Argentina e Turquia devido a fatores específicos das economias locais, incluindo a perda de confiança dos investidores.

O FMI destaca que o Brasil

Entre outros mercados emergentes – está sob pressão da contínua normalização da política monetária nos Estados Unidos e do fortalecimento do dólar, que têm levado a "novas reduções da entrada de capitais".

O Fundo avalia que a política monetária do Brasil deve prosseguir flexível em um momento no qual o desemprego permanece alto e a inflação se aproxima da meta de 4,5%.

O FMI espera uma inflação de 3,7% no Brasil em 2018 e uma aceleração para 4,2% em 2019, no momento em que a taxa Selic do Banco Central se situa no mínimo histórico de 6,5%.

Entre as obrigações a cumprir o Fundo cita a reforma da Previdência.

"A consolidação fiscal é uma prioridade-chave também para o Brasil. A reforma da Previdência é essencial para garantir a sustentabilidade fiscal e assegurar a justiça, já que os gastos com as aposentadorias são exageradamente generosos para alguns segmentos da população", destaca o relatório, em referência a certos setores do funcionalismo público.

Redação

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