Cidades

Funcionários terceirizados da UFMT entram em greve nesta segunda

Nesta segunda-feira (22) cerca de 120 trabalhadores terceirizados que prestam serviços de limpeza na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) cruzaram os braços. A paralização foi tomada após a diretoria da empresa Luppa Administradora de Serviços descumprir um acordo de quitar o pagamento dos salários, na última sexta-feira (19). Por meio de nota, sócia-proprietária da empresa, Flavia Gonçalves, disse que empresa passa por dificuldades financeiras e atraso no repasse da UFMT teria provocado problema.

A decisão foi tomada durante uma assembleia geral da categoria, realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos da UFMT (Sintuf-MT), e tem objetivo de pressionar a empresa ex-vereador Delcimar Silva, para que pague o salário atrasado e respeite os direitos dos trabalhadores.

Segundo a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira, a administração da UFMT agiu somente após uma pressão conjunta entre o sindicato, a Associação dos Docentes (Adufmat), Diretório dos Estudantes (DCE), e os próprios trabalhadores organizados, exigindo que a empresa efetuasse o pagamento dos trabalhadores em 24 horas. Além disso, a administração superior da universidade afirmou que iniciou os procedimentos para rescisão contratual com a Luppa. “Na segunda-feira faremos uma vígilia aqui no Sintuf com os trabalhadores, esperando que a empresa pague o que deve. Às 16h30 teremos outra assembleia para decidir se voltamos ou não as atividades”, destacou Leia.  

Para o presidente da Adufmat, Reginaldo Araújo, a administração da UFMT e a empresa devem responder juntas pela situação. “Isso tudo é culpa da empresa, sem dúvidas. Mas a UFMT tem obrigação de tomar providências diante de tudo isso”.

Dentre outras reclamações feitas pelos trabalhadores, estão: ameaças frequentes de encaminhamento aos escritório (demissão); advertências por qualquer motivo; recusa de atestados médicos; referências humilhantes aos trabalhadores; e diversos tipos de coações.

Outro Lado

A LUPPA Administradora de Serviços e Representações Comerciais LTDA, confirmou por nota, que os salários estavam atrasados. Contudo o pagamento de todos os funcionários já foi depositado em suas respectivas contas bancárias.

A assessoria negou veementemente que as denúncias, feitas por funcionários, que a empresa Luppa não forneceria alimentação. Para a Luppa essa informação é ‘inadmissível, inaceitável visto que os direitos trabalhistas passam por rigorosas fiscalizações do tomador de serviços em cumprimento contratual, e não há nenhuma pendência nesse sentido’. Da mesma forma os uniformes e equipamentos de proteções individuais são fornecidos individualmente a todos os trabalhadores, em suas totais condições de uso.

Ainda conforme a nota, assinada pela sócia-proprietária Flávia Mesquita Gonçalves é de se estranhar as informações veiculadas pelo SINTUF, ‘e sua forma parcial de se ingerir, sabendo que o sindicato responsável e que verdadeiramente sabe das reais condições do contrato, e que representa a classe é o SEEAC/MT.

Veja nota na integra:

A empresa LUPPA Administradora de Serviços e Representações Comerciais LTDA., presente há 22 anos em Cuiabá e diversos Municípios do Estado, vem ao público esclarecer acerca dos inverídicos fatos veiculados pela SINTUF na imprensa cuiabana. A empresa em comento sempre pagou os seus trabalhadores em dia, respeitando todos os seus direitos trabalhistas. Dentro da premissa de ser digno o trabalhador de seu salário!!!                  

É verdade que hoje os empregados da LUPPA lotados na UFMT – Campus Cuiabá – estão com os seus salários um pouco atrasado, mas os outros campi da UFMT no interior estão em dia, isso é verdade.

A informação parcial disseminada pelo SINTUF não se ateve ao posicionamento da empresa frente aos fatos, já esclarecendo que a razão do atraso salarial somente dos empregados junto ao Campus UFMT é fruto e consequência da falta de repasse/pagamento contratual por parte do Governo Federal/UFMT por período extenso. Neste termos a empresa muito já se manifestou junto a administração da contratante UFMT para que cumpra com seus compromissos contratuais, efetuando o pagamento como predispõe o pactuado.

O sindicato que representa a classe dos trabalhadores é o SEEAC (Sindicato dos Empregados de Empresa Terceirizadas de Asseio, Conservação e locação de Mão de Obra) que também tem pleno conhecimento da atual situação delicada que se encontra a empresa terceirizadora pela falta do pagamento da UFMT.

A empresa LUPPA já havia notificado o Sindicato da Categoria que é o SEEAC/MT, que os salários poderiam atrasar, dentro dos termos convencionados e legalmente fundamentados por cláusula de Convenção Coletiva do Trabalho do sindicato respectivo.

Quanto as suspeitas informações de que a empresa Luppa não fornece alimentação é inadmissível, inaceitável visto que os direitos trabalhistas passam por rigorosas fiscalizações do tomador de serviços em cumprimento contratual, e não há nenhuma pendência nesse sentido. Da mesma forma os uniformes e equipamentos de proteções individuais são fornecidos individualmente a todos os trabalhadores, em suas totais condições de uso.

Informamos por este que a empresa Luppa já efetuou o pagamento salarial com devido depósito em conta. 

Oportuno destacar que muito nos estranha as informações veiculadas pelo SINTUF, e sua forma parcial de se ingerir, sabendo que o sindicato responsável e que verdadeiramente sabe das reais condições do contrato, e que representa a classe é o SEEAC/MT. Esclarecemos  ainda que a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso passa neste momento por novas eleições para a sua Reitoria, sendo notório que qualquer informação que deprecie a atual administração, manifesta equivocadamente em extrema gravidade, a vista de se valer de cunho político.

LUPPA Administradora de Serviços e Representações Comerciais Ltda.

FLÁVIA MESQUITA GONÇALVES

Sócia-proprietária

Atualizada as 11h50min.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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