Cidades

Fotógrafa que cobria Olimpíada diz ter sido furtada em Congonhas

Neymar postou em sua conta no Instagram uma foto feita por Adriana Spaca durante a partida entre Brasil e Dinamarca, nas Olimpíadas (Foto: Reprodução/Instragram)

Fotógrafa de uma agência de fotojornalismo brasileira, Adriana Spaca foi escalada para cobrir os jogos de futebol em Salvador, na Bahia, durante a Olimpíada Rio 2016. Após duas semanas de trabalho, ao retornar para São Paulo, ela afirma que teve parte de seu material furtado na terça-feira (16) no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Uma das imagens feitas por Adriana da partida entre Brasil e Dinamarca, nas oitavas de final, foi postada por Neymar em seu perfil no Instagram.

Depois de desembarcar, ela permaneceu em uma cafeteria do aeroporto, aguardando o marido. E acredita que, por conta do cansaço, não percebeu quando levaram a bolsa onde estavam um laptop e um ipad.

“Parei para tomar um café e fiquei uma hora sentada em cima da minha mala, com o encosto do carrinho na parede. A última vez que eu lembro desse case foi colocando no carrinho, em baixo da minha bolsa, no setor de desembarque. Eu tenho certeza que desci do avião com ele. Eu não sei precisar em que período, em que horas que foi pego esse case", recorda.

O computador portátil levado não pertencia a Adriana. Na partida entre Alemanha e México, nas oitavas de final, o laptop da fotógrafa parou de funcionar e ela precisou pedir socorro. Um amigo despachou pelo correio um laptop para que ela seguisse na cobertura.

Polícia investiga
Adriana conseguiu registrar a ocorrência nesta quarta-feira (18). Fernanda Herbella, delegada titular da Deatur (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista), disse que iniciou a investigação para saber o que ocorreu e tentar encontrar os equipamentos."Registramos como furto, porque de fato os equipamentos sumiram. A gente quer recuperar. Tudo pode ter acontecido", sugere. Segundo a delegada, imagens de câmeras de segurança do aeroporto poderão ajudar na apuração.

Ainda de acordo com a Fernanda, a Deatur registrou poucos casos similares nos últimos meses. "Tivemos dois meses neste ano que com índice zero de furtos de mala no saguão. A gente está com índices de furto bem baixos", defende.

Dez mil fotos
A fotógrafa revela que produz entre 600 a mil fotos por partida. Desse montante, apenas 30 são enviadas para a agência em que trabalha. A experiência em Salvador era inédita. Pela primeira vez ela participava de um grande evento esportivo no país. "As fotos que eu não coloquei em rede social e não mandei para a agência se perderam", lamenta.

Agora, além de ressarcir o amigo, ela ainda encara a dor de ter perdido, segundo estima, mais de dez mil fotos – entre imagens pessoais, registros da cidade, de torcedores, e das dez partidas que cobriu do futebol masculino e feminino.

"É um período de realização profissional muito legal. Eu estou de cama depois dessa história, só penso naquele computador. Ainda tenho fé de que a pessoa que pegou, o ladrão, ou um oportunista que pegou numa desatenção minha, devolva. Eu ainda acredito na bondade humana.”

Adriana se deu conta da falta do case ao chegar em casa e descarregar a mala. No mesmo dia, retornou ao aeroporto para saber se alguém havia encontrado os aparelhos e registrar o caso na delegacia do aeroporto. “Voltei para o aeroporto e não achei nada no setor de achados e perdidos. Fui à delegacia dentro do aeroporto e fui orientada a esperar 24h para fazer o boletim de ocorrência.”

Fonte: G1

Redação

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