As forças policiais que estão garantindo o isolamento no garimpo ilegal em Pontes e Lacerda permanecerá no local por mais 30 dias pelo menos, a determinação é da Justiça Federal, que atendendo pedido do Ministério Público Federal informou que o prazo poderá ser renovado enquanto persistir risco de ocupação à área.
As polícias trabalham para garantir a segurança interna para todo o município, impedindo o retorno de garimpeiros para a área de mineração. Há muitas pessoas acampadas de forma improvisada no município de Pontes e Lacerda, tanto na área rural quanto na área urbana. Segundo o MPF, os fatos que motivaram a presença da polícia no local ainda são uma realidade.
Somente no início de fevereiro 30 pessoas foram presas envolvidas com atividades ilegais de mineração em Pontes e Lacerda, quatro mortes foram registradas, além de mais de cinquenta prisões.
O juiz Francisco Antônio de Moura Junior também determinou que as forças policiais apresentem um prazo articulado de ação em 48 horas e que o Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM) e dê informações sobre a existência e o andamento do procedimento administrativo de solicitação de pesquisa, autorização de extração ou concessão de lavra de minério na região da Serra da Borda.
O juiz destaca que do ponto de vista econômico a decisão também é benéfica, uma vez que os custos para promover uma nova desocupação na área são considerados maiores do que para a permanência da polícia na área.
O prazo para permanência da polícia por mais trinta dias começou a contar no dia 20 de fevereiro e a necessidade de sua prorrogação será avaliada ao término desse prazo.
No auge da ocupação, o garimpo chegou a ter oito mil pessoas dedicadas direta ou indiretamente à exploração ilegal do ouro. O local foi instalado em setembro de 2015 em Pontes e Lacerda, na região Oeste de Mato Grosso em uma área de 4 mil hectares, a 10 km do centro da cidade.


