O Governo Federal mobilizou equipes da Defesa Civil Nacional, nesta sexta-feira (01.05.2026), para prestar apoio imediato aos estados de Pernambuco e Paraíba, atingidos por chuvas intensas nas últimas 24 horas. A medida, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa acelerar o socorro às vítimas e a assistência humanitária em cidades que já registram mortes e alagamentos graves.
Pernambuco: mortes e acumulados históricos
A situação em Pernambuco é crítica, especialmente na Região Metropolitana do Recife, onde o prefeito Victor Marques confirmou o óbito de pelo menos duas pessoas. O acumulado de chuva superou os 100 milímetros em um único dia, provocando deslizamentos de terra e transbordamentos.
De acordo com o monitoramento da Defesa Civil estadual, o município de Goiana lidera o ranking de volume de chuva com 181 mm registrados até o meio-dia desta sexta-feira. Outras cidades como Abreu e Lima (144,8 mm) e Paulista (142,9 mm) também permanecem em estado de alerta máximo.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que já está em contato com a governadora Raquel Lyra e prefeituras locais para agilizar o reconhecimento sumário de situação de emergência, o que facilita o repasse de verbas federais.
Alerta na Paraíba e riscos hidrológicos
Na Paraíba, o cenário também é de apreensão. O estado entrou em “alerta laranja” (perigo), com previsões de ventos intensos e chuvas de até 60 mm por hora. Municípios como João Pessoa, Cabedelo e Bayeux estão no radar de monitoramento devido ao risco de quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Técnicos federais agora atuam em campo para realizar o monitoramento hidrológico dos rios, especialmente na Mata Norte pernambucana, onde o solo saturado aumenta a probabilidade de novos desmoronamentos em áreas vulneráveis.



