O programa dominical “Fantástico”, transmitido neste domingo (22), pela Rede Globo de Comunicações, deu destaque as denuncias sobre esquemas de corrupção investigados pelo Ministério Público, em Mato Grosso. No foco da reportagem, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-deputado José Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado Eder Moraes, foram acusados de movimentar pelo menos R$ 640 milhões para lesar os cofres do Estado e patrocinar a corrupção, em vários âmbitos.
O quadro intitulado “Cadê o dinheiro que estava aqui?”, citou propinas que teriam sido prometidas ao ex-secretário extraordinário da Copa, Eder Moraes, na ordem de R$ 10 milhões e a conexão entre as operações Ararath, Edição Extra e Imperador, deflagradas, respectivamente, pelo Polícia Federal, Delegacia Fazendária e Gaeco, entre 2014 e 2015.
O empresário Júnior Mendonça, da Amazônia Petróleo, que fez delação premiada à Justiça e entregou o esquema investigado na Ararath, também foi ouvido pela reportagem do Fantástico.
"Minha participação se dava com realizações de alguns empréstimos. Eu era procurado pelo Legislativo, pelo senhor Riva; pelo Executivo, pelo senhor Éder, que representava o governo do estado de Mato Grosso. O Riva ficou me devendo R$ 5,721 milhões", disse Júnior Mendonça, em trecho da reportagem do Fantástico.
Na reportagem são citados possíveis esquemas em obras da Copa do Pantanal, principalmente no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que já consumiu R$ 1 bilhão; e com gráficas, por meio de simulação de impressão de materiais, que teria drenado R$ 140 milhões dos cofres públicos.
Prisão de Riva
A prisão do ex-deputado José Riva, neste sábado (21), em Cuiabá, também foi abordada na reportagem. O social democrata foi chamado de “o maior ficha suja do país”, devido aos mais de 100 processos que reponde por improbidade administrativa.