Familiares e amigos de Cícero Junior Oliveira Dias, 20 anos, se reuniram na tarde desta sexta-feira (29), em frente à Penitenciária Central do Estado (PCE) em um ato para pedir melhorias no atendimento médico dos detentos. Esposas, mães e parentes de outros detentos também participaram.

Cícero morreu na madrugada de terça-feira (26), depois de receber atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pascoal Ramos em Cuiabá (MT). O jovem estava detido na PCE, no raio 4, e estava com tuberculose.
A família conta que Cícero apresentou o quadro da doença, que vinha avançando, depois que foi preso. No dia do falecimento, a vítima sentiu náuseas, febre e quadro de fraqueza. Em um vídeo, ele aparece pedindo ao juiz Geraldo Fidélis, da 2ª Vara de Execuções Penais, atendimento médico adequado e aparece já bem debilitado.
"Queremos que a Justiça seja feita, agora foi meu filho e amanhã pode ser o filho de outra mãe que poder vir a sofrer. Queremos um atendimento mais humanizado. Meu filho morreu por falta de atendimento, tinhamos três mandados para que ele pudesse ser atendido fora da unidade prisional, porém, nenhum foi cumprido. O meu filho não volta mais, só que não podemos perder mais ninguém, por causa dessa doencça, aí dentro [da PCE] existem mais de 60 presos com tuberculose morrendo e nada é feito", disse Aparecida Furtado de Oliveira Dias, mãe de Cícero.
Ao Circuito Mato Grosso, o juiz lamentou o ocorrido e confirmou que a morte de Cícero foi um erro. “Cabe agora a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) investigar de onde partiu o erro”.
Segundo o juiz, os médicos que atendiam na penitenciária pediram demissão pelo baixo salário pago (R$ 5 mil por 40 horas semanais) e só agora um novo médico foi contratado e passou a atender. Mas, ele afirma que apenas um médico não é suficiente para tratar os detentos.
“Uma enfermeira de Rondonópolis deve ser enviada para ajudar a tratar a saúde dos detentos, mas afirmo: não é suficiente”, assegurou Fidélis.





