Cidades

Família de réu lamenta condenação: ‘Queríamos ele em casa’

Anderson sorriu para os familiares ao deixar Fórum em São Roque (Foto: Reprodução/TV TEM)

Amigos e parentes receberam com pesar a notícia do veredicto de cinco anos de reclusão em regime semiaberto para o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, acusado de ter agredido a auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar com uma cotovelada em agosto de 2014.

Nesta terça-feira (18), depois de mais de 10 horas de julgamento no Fórum de São Roque (SP), Anderson foi considerado culpado pelo júri formado por seis mulheres e um homem e condenado por lesão corporal grave com agravante de crime contra a mulher. Da pena de cinco anos, será descontado o período de um ano que ele passou preso.

Segundo a cunhada de Anderson, Cristiane Martins de Oliveira, a família recebeu a notícia de duas formas. "Ficamos contentes com a desclassificação do crime [de tentativa de homicídio qualificado para lesão corporal grave], mas queríamos ele em casa, com a gente, e que ele não pegasse essa pena, que foi a máxima", diz.

Ao sair do Fórum, escoltado e algemado, o comerciante sorriu e gritou para os familiares e amigos que aguardavam o fim do julgamento.

O juiz Flávio Roberto de Carvalho encerrou o julgamento às 20h35, depois da exposição dos argumentos do advogado de defesa do comerciante, Luiz Pires Moraes Neto, e do promotor Washington Luiz Rodrigues Alves. Durante a manhã, oito testemunhas – além do réu e da vítima – contaram as suas versões sobre os acontecimentos daquele dia. O assistente de acusação não foi ouvido. 

"Milagre"
O advogado de defesa de Anderson disse que a tese da defesa prevaleceu e classificou o júri como um "milagre". "As mulheres [do júri] reconheceram que não houve tentativa de homicídio, e sim lesão corporal grave. O que houve mesmo foi uma lesão, mas sem intenção de matá-la. Estou feliz com a decisão, porque era o que eu esperava. Foram quatro votos a um, e estou com a sensação de missão cumprida", diz Luiz Neto. 

Neto afirmou ainda que vai entrar com pedido de habeas corpus para que o acusado cumpra a pena em liberdade. Já o advogado da Fernanda, Daniel Fernandes Gonçalves, diz que tem cinco dias para analisar o caso junto ao Ministério Público para ver se vai entrar com recurso.

Fernanda falou com a imprensa após o julgamento. Bastante confusa, ela disse que achou a decisão [desclassificação do crime para lesão corporal grave] correta. “Estou abalada e não sei direito o que pensar. Espero que ele viva a vida dele. Quero viver a minha e virar essa página”, diz. O advogado dela defende a tese da tentativa de homicídio e diz que não está satisfeito com a decisão.

 

Fonte: G1

Redação

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