A falta de capacitação de servidores é o principal gargalo no atendimento da saúde no SUS em Mato Grosso. Dados de avaliação de controle interno da Controladoria Geral do Estado (CGE) mostram que de 28 fragilidades identificadas na gestão de serviços, 16 (57%) estão ligadas à atuação de servidores.
A CGE avaliou 28 pontos de processos e atividades das áreas de orçamento, contabilidade, financeiro, patrimônio, contratações, transferências e gestão de pessoas, tais como: execução orçamentária, demonstrações contábeis, aquisições por dispensa e inexigibilidade de licitação, gestão de bens de consumo, concessão de diárias e licenças a servidores etc.
Os pontos são avaliados com elevado nível de riscos de ocorrência de impropriedades, tendo como referência trabalhos realizados pela CGE em anos anteriores.
“A partir disso, foi traçado o objetivo do nosso trabalho, qual seja, percorrer os 28 pontos de controles da área sistêmica, a fim de realizar análise dos problemas, identificar as causas e apresentar recomendações de medidas a serem implementadas para mitigar as causas dos problemas”, destaca o secretário-adjunto de Controle Preventivo da CGE, José Alves Pereira Filho.
De 28 pontos de controle analisados, a Controladoria apurou que 16 deles têm como causa de vulnerabilidade a ausência de planejamento de capacitação das atividades administrativas da SES (Secretaria de Saúde). Segundo a secretaria, eles têm como um dos fatores das falhas nos controles internos a ausência de capacitação dos servidores que atuam na área sistêmica.
Outras causas representativas dos problemas constatados na área administrativa da Secretaria de Saúde são: número reduzido de servidores, ausência de manual técnico de procedimentos e fluxos de processos, falta de clareza na definição da estrutura organizacional, suas funções e competências, deficiência nos sistemas informatizados e no fluxo de comunicação entre os setores.



