Falha no sistema no sistema de emissão de nota fiscal pela Sefaz (Secretaria de Fazenda) preocupa empresários do setor madeireiro em Mato Grosso. Nos últimos trinta dias, o problema, que impede a liberação de documentos, teria ficado 15 dias inoperante, gerando contingenciamento em cerca de R$ 30 milhões em mercadoria.
"Esta é a segunda vez em menos de um mês que a falha ocorre, totalizando 15 dias sem operação. Com isso, o setor de base florestal do estado fica impedido de concretizar as vendas efetuadas já que para transportar a carga é necessária a emissão da Guia Florestal, que depende da chave de acesso e do protocolo da nota fiscal para ser emitida”, pontua o Simno (Sindicato das Indústrias Medeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso).
O problema voltou a aparecer nesta segunda-feira (24). A primeira vez ocorreu em novembro pelo Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso). No dia 23 do mês passado, a Sefaz alegou que estava mudando os serviços de datacenter e a situação foi normalizada uma semana depois. O período de paralisação contingenciou cerca de R$ 30 milhões.
“Agora, não há uma explicação por parte da Secretaria e os prejuízos do setor novamente se acumulam. Nós não conseguimos vender e honrar as contas de final de ano, incluindo o pagamento de décimo terceiro salário e férias coletivas dos funcionários. Com isso, o dinheiro não circula no comércio local, prejudicando outros empresários. Os motoristas dos caminhões ficam retidos e podem passar o Natal longe de casa. O Estado não arrecada recursos, pois os impostos não são recolhidos. Todos perdem com essa situação”, explica o presidente do Simno, Paulo Augusto Veronese.
Segundo ele, a situação é grave e provoca transtornos para a sociedade e o governo. Além de prejuízos para o empresário, pois precisa pagar diária de caminhão fretado, o problema se agrava quando clientes decidem cancelar a compra por quebra de contratos devido ao atraso na entrega dos produtos.
O setor florestal representa a 4º economia de Mato Grosso, presente em mais de 50 municípios, sendo responsável por 5,4% do PIB Estadual. Em 2017 o setor gerou R$ 2 bilhões resultante da comercialização, mais de R$ 22 milhões em arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e mais de R$ 47 milhões em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

