Política

Ex-procurador do Estado é preso ao sair de Fórum de Cuiabá

A juíza Selma Rosane Arruda da 7ª Vara Criminal de Cuiabá acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e mandou prender o ex-procurador Geral do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho. Ele havia acabado de sair do Fórum da Capital, nesta quarta-feira (17), após depor no caso decorrente da Operação Sodoma (que investiga irregularidades na concessão de incentivos fiscais na gestão Silval Barbosa).

Chico Lima, como é chamado, é um dos denunciados na operação Seven – que investiga a venda irregular de uma área pelo valor de R$ 7 milhões. O ex-procurador era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica por determinação da juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá.

Por conta dao seu diploma de ensino superior, após passar pelo Instituto Médico Legal (IML), o ex-procurador deverá ser encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá – mesmo local onde estão presos o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-deputado José Geraldo Riva (sem partido) e os ex-secretários de Estado Éder de Moraes, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi.

De acordo com o Gaeco, a prisão preventiva foi decretada no dia 12 de fevereiro nos autos do processo que apura esquema de desvio de verbas públicas, que seria encabeçado pelo ex-governador do Estado, Silval da Cunha Barbosa. Trata-se de fraude mediante a expropriação de terras rurais e mudanças de destinação de tais terras, que visava tão somente a aquisição simulada de uma área rural de 721 hectares, a qual, na verdade, já havia sido adquirida anos antes pelo Estado. Estima-se que R$ 7 milhões foram desviados dos cofres públicos com a referida transação.

“Além da compra simulada, consta que o valor do negócio foi superfaturado e que a área de terras está hipotecada para terceiros, de modo que jamais poderia ter sido adquirida”, destacou a juíza Selma Rosane Santos Arruda, na decisão que decretou a prisão do ex-procurador.

A magistrada ressaltou, também, a influência exercida pelo ex-procurador do Estado e afirma que a organização criminosa “parece estar em pleno funcionamento e ainda oferece riscos à ordem pública e à instrução processual”. Enfatiza, ainda, que “Chico Lima”, como é conhecido, tem residência fora do país, o que aumenta a probabilidade de fuga, caso permaneça solto.

“O risco de fuga é iminente: basta que Francisco perceba que sua efetiva participação está sendo descortinada e tenha ciência de sua provável condenação pelos graves crimes que lhe são imputados”, afirmou.

Além do ex-procurador do Estado, a lista de presos da operação “Seven” inclui o ex-governador do Estado, Silval Barbosa; o ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Jamil Nadaf; o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto; e o Cel José de Jesus Nunes Cordeiro, ex-secretário adjunto da antiga Sad.

Veja a decisão judicial na integra.

Redação

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