Cidades

Estudos revelam que fisioterapeuta pode diminuir custos hospitalares

As UTIs são consideradas o setor hospitalar mais caro, estima-se que a UTI seja responsável por 20% de todos os custos hospitalares. O custo total por paciente na UTIdepende, em grande parte, da gravidade da doença, do uso da ventilação mecânica  e do tempo de permanência na UTI.

A Resolução Coffito 402 disciplinou em 2011, a Especialidade Profissional da Fisioterapia em Terapia Intensiva tendo em vista que o Fisioterapeuta Intensivista é o profissional responsável por todo o manejo do paciente grave dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), seja ela adulto, pediátrico ou neonatal.

O Crefito9, neste período de pandemia, tem fiscalizado muitos serviços que ainda não compreendem o protagonismo destes profissionais, não só no enfrentamento à Covid-19, mas no que tange a permanência do Fisioterapeuta, por24 horas, nas UTIs de MT, muitas vezes, colocando em risco a vida das pessoas. Das unidades fiscalizadas pelo Crefito9 em 2019, apenas 38% tinham cobertura de 24 horas de assistência. Os motivos da não contratação de mais profissionais, muitas vezes, esbarra na palavra custo.

Estudos recentes publicados têm demonstrado que o custo estimado por paciente em uma primeira internação na UTI é reduzido quando os serviços de fisioterapia estão disponíveis ininterruptamente ou 24 horas, não apenas 12 horas como tem sido observado ou ainda 18 horas como preconizado pela RDC 07 da Anvisa. Portanto, a relação é inversa, quanto maior o estímulo fisioterapêutico menor a permanência no leito, menor o custo para o hospital e para a qualidade de vida do paciente.

Tramitando na Assembleia legislativa de MT o PL 718/2019 de iniciativa do Crefito9, apresentado pelo Deputado Paulo Araújo (PP) já está pronto para ser votado. Precisamos, neste momento, de todo apoio, de toda manifestação e sensibilização da casa de leis de MT para que essa conquista para a saúde da população seja atendida.

Não é uma questão de reserva de mercado ou corporação, é uma questão de saúde pública. Menor custo para os serviços hospitalares, melhor qualidade da assistência, menores chances de outras infecções, morbidade e até mortalidade.

Em nível nacional, a CAP do sistema COFFITO/Crefitos acompanha o Projeto de Lei 1985/2019 que também defende a permanência do fisioterapeuta por 24 horas na UTI e que tramita na Câmara Federal. A autora do projeto é a deputada federal Margarete Coelho. Ela também admite que ausência do profissional de fisioterapia na UTI acarreta sérios riscos ao paciente.

“Várias intercorrências clínicas e admissões podem ocorrer nos CTIS a qualquer momento, demandando presença integral dos profissionais da área de saúde naquelas unidades de terapia intensiva, inclusive do fisioterapeuta”, argumenta a deputada Margarete Coelho (PP-PI), autora da proposta. (Fonte: Agência Câmara de Notícias).

A presidente do Crefito9, Dra. Ingridh Farina da Silva, lembrou que “o estado do Piauí, sancionou a Lei nº 7.235/2019, tornando obrigatória a presença de um fisioterapeuta para cada 10 leitos, durante 24 horas, nas UTIs do estado, estamos buscando o mesmo para MT”.

 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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