Política

Estudos com valor da tarifa do VLT devem ser entregues à Justiça

 Devem ser entregues nesta segunda-feira (28) à Justiça Federal os dois relatórios finais feitos por uma empresa contratada pelo governo de Mato Grosso sobre as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá. A primeira parte dos estudos apontou que o término da implantação do modal de superfície, na qual já foi gasta R$ 1,06 bilhão, deverá custar ainda mais R$ 602 milhões. Os próximos levantamentos a serem entregues devem apontar, entre outros pontos, o valor da tarifa.

A obra do VLT foi licitada por R$ 1,477 bilhão, começou a ser implantada em junho de 2012, e está parada há um ano e três meses. O metrô de superfície deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo de 2014.

 Em 2015, o Consórcio VLT, responsável pela obra, havia pedido mais R$ 1,1 bilhão para entregar o modal de transporte. O governo do estado se negou a pagar o aditivo sem antes contratar um estudo sobre o que já tinha sido feito e o que ainda estava por fazer.

O impasse entre as partes foi parar na Justiça Federal, que autorizou a contratação de uma empresa para fazer uma auditoria sobre a situação do metrô de superfície.

A empresa responsável pelo estudo, a KPGM Consultoria, de São Paulo, foi contratada pelo estado em novembro de 2015 por R$ 3,8 milhões. E deverá elaborar relatório com a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término de obras, a estimativa de demandas de operação nos próximos 20 anos, a proposta de integração do VLT à matriz de transporte de Cuiabá e Várzea Grande e o cronograma de desembolso do estado para a implantação.

O projeto do VLT prevê a implantação em dois eixos em Cuiabá e em Várzea Grande, na região metropolitana. Um vai do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o CPA (Centro Político Administrativo) na capital; e o outro entre o Coxipó e o Centro, ambos em Cuiabá.

A implantação começou a ser feita na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande. A obra foi licitada por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), modalidade de contrato não permite aditivos.

Com G1

Redação

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