Sem uma posição quanto aos repasses do duodécimo por parte do governo do Estado, a paciência dos poderes parece estar ficando curta. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que deveria receber R$ 70 milhões, Eduardo Botelho confessou que até o momento nenhuma posição por parte do governador foi tomada.
“Não tem uma proposta, como 'eu vou pagar quando e como' é isso que está faltando. Falta fazer uma proposta. Eu vou pagar e quando e como ou então que diga: eu não vou pagar, faça o que vocês quiserem. Eu acho que tem que haver essa postura. Que haja um compromisso de pagar e que se cumpra”, disse Botelho em entrevista à Rádio Capital FM na manhã desta quinta-feira (3).
Apesar dessa falta de diálogo, porém, o presidente da AL disse que não acredita que isso seja motivo para cassar o mandado do governador Pedro Taques. Mas que se quisessem, os poderes poderiam cobrar por meio jurídico o governo.
“O duodécimo é um direito constitucional e todos sabem disso. Ele [governador] tem que pagar. Agora nós estamos sendo complacentes com ele, devido a crise, o problema da saúde, devido a essas situações todas. Mas precisa realmente haver uma negociação de pagamento disso”, afirmou.
Em crítica, Botelho avaliou a posição do governador em não tratar a questão como se “fingir de surdo e mudo”. “Se você não paga, pelo menos dá satisfação, renegocia sua dívida, é assim que eu entendo e penso. Realmente ele [governador] não conversou ainda esse ano sobre como ele vai pagar isso para gente”.
Botelho informou que o governo deve algo em torno de R$ 350 milhões em repasses constitucionais não só ao legislativo, mas a todos os demais poderes e instituição, desde 2015. No ano passado foi firmado um TAC com o governo, e demais poderes, mas segundo o presidente, o governo nem chegou a cumprir com o combinado.


