Economia

Dólar sobe ante real pela 4ª semana seguida com pressão do exterior

O dólar terminou novamente em alta ante o real, pelo quarto pregão consecutivo, e registrou sua maior alta semanal desde 24 de agosto, com o giro mais fraco após uma semana de feriados no Brasil e Estados Unidos influenciando os negócios, pressionados pela continuidade das preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e com a desaceleração da economia global.

O dólar avançou 0,41 por cento, a 3,8222 reais na venda.

Com o desempenho desta sexta-feira, acumulou, na semana, valorização de 2,20 por cento, a maior desde os 4,85 por cento registrados em 24 de agosto. Foi a quarta semana consecutiva de ganhos, período no qual subiu 4,59 por cento. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 0,50 por cento.

"É normal haver saída de recursos no final do ano. Além disso, o investidor aumentou sua posição comprada (aposta de alta) no dólar, já que há preocupações externas e não se sabe como será o novo governo", justificou um gestor de derivativos de uma corretora local.

Nesta sexta-feira, o dólar subia ante a cesta de moedas e se encaminhava para seu maior ganho semanal em um mês, e também avançava ante divisas emergentes, como o peso chileno, em meio aos temores de desaquecimento econômico global, tombo dos preços do petróleo e guerra comercial EUA-China, antes da reunião entre os líderes dos dois países na próxima semana.

Destaque para o recuo do euro com preocupações de que o crescimento econômico possa estar desacelerando entre os países que usam a moeda única após dados decepcionantes do Índice de Gerentes de Compras (PMI).

Os preços do petróleo caíram ao menor nível em mais de um ano nesta sexta-feira, apesar de produtores considerarem cortes na produção para tentar conter o excedente global.

Internamente, os investidores gostaram das últimas indicações para a equipe do futuro governo. Na véspera, os economistas Rubem Novaes e Pedro Guimarães foram indicados para comandar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, respectivamente, no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Bolsonaro ainda anunciou que o professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Ricardo Velez Rodriguez será o ministro da Educação e o fundador e presidente da locadora de veículos Localiza, Salim Mattar, assumirá a Secretaria-Geral de Desestatização e Desimobilização, sob o ministério de Guedes.

"O viés privatista e liberal do governo Bolsonaro é reforçado com as nomeações de Novaes para o BB e Pedro Guimarães para presidir a Caixa, enquanto a escolha de Vélez, professor de escola militar, defensor do escola sem partido e indicado pela bancada evangélica, para o ministério da Educação reitera tom ideológico conservador", apontou a corretora CM Capital Markets em comentário matinal.

Nos EUA, os mercados fecharam mais cedo nesta sessão após o feriado do Dia de Ação de Graças, o que encolheu a liquidez local.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 9,52 bilhões de dólares do total de 12,217 bilhões de dólares que vence em dezembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Economia

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora)
Economia

Representação Brasileira vota criação do Banco do Sul

Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, assinaram o Convênio Constitutivo do Banco do Sul em 26