Cidades

Cuiabana foi a mais de 70 países e lista os mais difíceis de visitar sozinha

Ela se considera medrosa, mas mesmo assim viajou sozinha para muitos países que poucos tem coragem de conhecer. A lista da publicitária Larissa Rebelo, a "Lala", é grande: Turquia, Egito, Marrocos e muitos outros lugares pouco comuns de serem visitados por uma mulher desacompanhada.

Aos 29 anos, a cuiabana  tem o carimbo de mais de 70 países no passaporte. Ela divide em um blog as experiências e os cuidados que só mulheres entenderão que precisam ter ao conhecer um lugar novo. Entre as principais advertências da publicitária estão: nunca vá aos passeios sozinha, use as roupas apropriadas para a cultura local e não fique  dando bobeiras nas ruas.

Para Larissa, "não existe lugar no mundo que seja 100% seguro". Mas isso não deve fazer ninguém deixar de se aventurar e explorar outras culturas.

Não foram nos países de tradição islâmica, notórios pelos crimes contra a mulher, nos quais ela teve as experiências mais assustadores, mas sim em Paris e em no Reino Unido.

"Eu estava sozinha, no último vagão de um trem, a uns 50 minutos de Paris, quando seis homens me cercaram. Começaram a falar em francês e, por mais que eu entendesse a língua, não sei explicar o que aconteceu, não entendia o que eles falavam. Só saí correndo para outro vagão. Foi o maior medo que eu passei na minha vida. Eu esperei o pior, poderia ter acontecido qualquer coisa"

Ela não parou, mas reforçou os cuidados, como sempre planejar bem o roteiro e evitar passeios privados. "Eu me enfio em grupos, evito ficar na rua até muito tarde, andar em ruas escuras e becos. Sinto muito medo sempre, mas nada me impede. As pessoas acham que só as corajosas podem viajar sozinhas, e não é verdade."

Ela listou os lugares mais difíceis que conheceu enquanto mulher e em quais deles todas devem redobrar a atenção.

Egito

Nesta viagem de 2010, Lala conta que foi uma experiência incrível, mas teve problemas por causa da roupa. "Enquanto estava todo mundo coberto, resolvi usar um short, por causa do calor. Vi olhares, mexeram comigo e eu realmente chamei a atenção. Foi extremamente desconfortável. Não sofri nenhum assédio nem deveria sofrer por conta da roupa, claro, mas sei que errei porque desrespeitei uma cultura. Viajante de verdade se mistura para viver como um nativo. Eu me senti mal e não gosto de lembrar, mas aprendi a lição".

Índia

A passagem pela Índia, em 2013, foi mais tranquila. Ela usou as roupas típicas do lugar. Entretanto, branca e de cabelos loiros, não passou despercebida. "Lembro que estava usando um vestido de alcinha, mas com um lenço por cima dos ombros tampando essa região, e quando entrei no carro tirei porque estava calor. O motorista chamou minha atenção e disse algo do tipo 'cobre isso, você não pode ficar assim'".

Reino Unido

A viajante afirma que os subúrbios das grandes cidades europeias são de dar medo. Em uma viagem de trem de Londres para Edimburgo, ela relembrou o pavor que passou em Paris –que contou no início desta matéria. Segundo Lala, principalmente à noite, a sensação de insegurança é grande. "As pessoas vão saindo, entrando, em alguns momentos você fica sozinha. E não existe controle de segurança como no aeroporto, por exemplo. Qualquer um pode entrar, não tem catraca, a gente acaba ficando vulnerável." 

Turquia

Na cidade de Istambul, em uma viagem que fez em 2010, a publicitária lembra o receio que passou no Grand Bazaar, um dos mais antigos mercados cobertos do mundo. Apesar de seguir as regras de vestuário, era facilmente reconhecida como turista. "Muitos vendedores chamavam para as barracas mais escondidas para ver pashiminas, por exemplo, e achei melhor não ir em nenhuma delas". Segundo Lala, mesmo em um lugar turístico, preparado para receber tantas pessoas, "é fácil sumirem com você dali".

Israel

De acordo com a viajante, foi o mais tranquilo em relação a olhares e comentários diante de uma turista. "Mesmo assim, usei as roupas adequadas por uma questão de respeito, principalmente nos locais religiosos. Quando chegamos nesses lugares temos que entender que não dá para vestir o que queremos."

Marrocos

Em 2008, Lala visitou o Marrocos e passou por várias cidades. E foi em Tetuão, no noroeste do país, que precisou tomar ainda mais cuidado. "As ruas formam labirintos e a chance de se perder é enorme. Por isso, estava sempre com um mapa e evitei ficar sozinha em ruelas." Por ser um país mais próximo da Europa, ela pensou que não teria tanto problema com questões de vestuário, mas se enganou. "As cidades pequenas são muito religiosas. É difícil andar com os ombros descobertos e não repararem em você."

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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