“A curtíssimo prazo, em particular sobre o evento da divulgação da fita em 17 de maio último,se vocês quiserem saber como estamos vendo a confusão política que está acontecendo, o Banco Central informa que há uma diferença entre incerteza política e incerteza de política econômica”, disse o secretário.
De acordo com ele, em 2002, por exemplo, quando Lula estava sendo eleito, tinha uma questão de política e uma questão sobre qual ia ser a política econômica a ser implementada em 2003.
“O Lula falava de possível default na dívida, dívida estrutural e de mudar o fiscal… teve uma crise bastante grande, o risco subiu pra caramba e 12 meses depois o PIB que deveria crescer 3% passou a crescer só zero”, lembrou Kanczuk.
Em 2005, disse ele, aconteceu uma coisa bem diferente.
“Teve o mensalão, uma crise política séria, houve até momentos em que o dólar andava bastante e depois voltava e quando a gente olha com os olhos de hoje, não aconteceu absolutamente nada. O PIB continuou andando no ritmo normal de 2,5% a 3%, a inflação desacelerava por um período”, disse Kanczuk.
Para ele, essa crise política ou incerteza política que o Brasil vive agora é muito parecida com o segundo episódio, de 2005.
“Não há dúvida que está havendo um pouquinho de confusão política em Brasília. Agora, não há muito questionamento de qual é a política econômica que está acontecendo lá”, disse, acrescentando que não há sombra de dúvida de que a equipe é superunida com todo mundo pensando da mesma forma.
“Seria uma burrada extrema tentar mudar essa equipe econômica, essa política econômica. Exatamente por isso, a reação do mercado tem sido muito pequena”, disse.
De acordo com o secretário, para medir essa reação do mercado e tentar ver no que isso vai impactar a economia, tem que ver como foi o estresse do mercado de risco, se isso é transmitido para a confiança.
O que houve, de acordo com o secretário, foi uma contração no investimento muito parecida com o que aconteceu no início dessa crise do qual o Brasil está saindo agora.

