Política

CPI visita ‘empresa fantasma’ e encontra casa com travestis

Na tarde desta terça-feira (2) os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a Sonegação Fiscal em Mato Grosso (CPI da Sonegação) foram até o endereço de duas ‘empresas fantasmas’ do ramo de grãos – que sonegaram milhões em impostos no estado, por meio do imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) e no lugar da sede empresarial encontraram travestis morando em uma casa.

Onde deveria haver a sede da empresa Nova Grãos, na rua ministro Mário Machado Nº 374, bairro Cristo Rei, em Várzea Grande de propriedade de Raimundo Fabiano Alves, nada foi encontrado. Só nesse caso há a suspeita de que a empresa tenha sonegado R$ 14 milhões em impostos, além de além de desviado 8 mil de toneladas de soja, 12 mil toneladas de milho e 3 mil toneladas de algodão. "O oficial de justiça se deparou com a Penelope, nós não chegamos a vê-la. Mas ela se assustou quando a policia abordou e fechou a porta. Mas nós vimos que ali logicamente não era uma empresa que comercializava grãos", informou o José do Pátio (SD).

"Os empresários comercializam os grãos, emitem nota fiscal para recolher o imposto e no mês seguinte, não recolhem ou recolhem menos impostos do que é devido. A Secretaria de Fazenda (Sefaz) exige o ICMS a cada caminhão que sai, a empresa recorre na justiça e não recolhe o imposto. Dai a justiça concede liminar para continuar recolhendo no mês seguinte. A empresa vende o grão não faz recolhimento e some. A Secretaria de Fazenda lavra o auto de infração, mas não acha a empresa para ser intimada", disse Pátio.

Na cidade Industrial, outra empresa foi descoberta visitada e tudo indica que é outra empresa de fachada em nome de laranjas.  No lugar onde deveria funcionar a Folha Verde Grãos, está instalada Mira Grãos e Fértil Solo. Conforme relatórios da Comissão, ambas estariam em nome de Aldevino Aparecido Bissoli. Neste caso, as empresas teriam desviado R$ 101 milhões em ICMS.

O presidente da Comissão crê que o esquema de existir várias empresas no mesmo local seria para driblar o sistema. "Quando eles têm problemas em uma das empresas, começam a atuar com outra, e assim seguem com o esquema de sonegação".   

Pátio quer propor o fim do regime especial de concessão de benefícios fiscais ao governador Pedro Taques (PSDB). “Vou propor ao governador acabar com o regime especial, onde se encontra as cooperativas e limitar essa questão na comercialização de grãos. Pois está provado que esse regime é uma farra. Só uma empresa deu um rombo de R$ 1 milhão, ao Estado de Mato Grosso”, concluiu.

Pátio convoca presidente da JBS para falar sobre incentivos fiscais

Sefaz abusa na cobrança de impostos e faz 'farra' na concessão de incentivos fiscais

A saga de Nadaf em defesa dos incentivos

Transparência e novos critérios devem pôr fim à farra em MT

"Regra tem que ser para todos", afirma secretário sobre incentivo fiscal

Venda pela internet está barrada para o estado de Mato Grosso

 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões