Economia

CMN destrava normas de empréstimo para o RJ pagar servidor

O Conselho Monetário destravou mais uma etapa para o Estado do Rio tomar empréstimos e, com isso, pagar servidores e honrar compromissos com fornecedores.

O Estado teve seu pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) homologado em setembro e espera pela autorização do Tesouro Nacional para tomar um empréstimo de R$ 2,9 bilhões, tendo a União como fiadora. Em troca, se comprometeu em privatizar a Cedae.

Inicialmente o Estado esperava captar R$ 3,5 bilhões com essa operação, mas o valor foi reduzido a R$ 2,9 bilhões após avaliação da companhia feita pelo Tesouro.

Nesta quinta-feira (19), o governo federal publicou resolução permitindo que o Estado tome o empréstimo.

A norma era necessária porque o Rio, em grave crise financeira, está acima dos limites de endividamento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e, dessa maneira, não poderia voltar a tomar empréstimos.

A excepcionalidade foi aberta dentro do limite de empréstimo solicitado pelo Rio.

Embora o Tesouro afirme que a resolução vale para todos os Estados que aderirem ao Regime de Recuperação Fiscal, só o Rio entrou no programa de socorro até agora.

O Rio Grande do Sul está negociando sua adesão, mas segundo Pricilla Santana, subsecretaria de relações financeiras intergoventamentais do Tesouro, "ainda há um trabalho a ser feito antes da formalização do pleito" do Estado pelo programa.

Ou seja, difícil supor que o Rio Grande do Sul consiga concluir uma operação de empréstimo ainda neste ano.

Santana disse que faltam ao Rio a edição de duas portarias do Tesouro para que possa tomar o empréstimo. Sua expectativa é de que sejam publicadas na próxima semana.

O CMN também autorizou publicação de resolução do BC que retira a exigência dos bancos de reservar parte do patrimônio quando fazem operações de crédito a entes que tenham garantia da União.

Na prática, os bancos terão mais folga para emprestar para o Rio, uma vez que não terão que cumprir a reserva de parte de seu capital quando emprestarem ao Estado.

Segundo Otávio Damaso, diretor do BC, a mudança consta das regras internacionais de supervisão bancária que entrarão em vigor em 2019 (Basiléia 3). No entanto, o BC está antecipando o cronograma da norma a fim de atender a legislação do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados.

O Rio poderá usará os recursos de empréstimos para pagar servidores e fornecedores desde que não tome crédito com bancos públicos.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Economia

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora)
Economia

Representação Brasileira vota criação do Banco do Sul

Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, assinaram o Convênio Constitutivo do Banco do Sul em 26