A cesta básica continua em escalada no preço em Mato Grosso e registrou alta de 25% em julho, em comparação com igual mês do ano passado. Balanço divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea) mostra variação no preço de R$ 358,60 (2015) para R$ 448, no mês passado. O novo patamar equivale a 50,9% do salário mínimo de R$ 880.
O feijão carioca foi o item da cesta, composta por treze produtos, que mais sofreu alta, com forte pressão de 187%. O preço médio está em R$ 55,60 no varejo. Em julho do ano passado, a variação registrada pelo Imea estava em R$ 19,40. Na comparação com junho deste ano, houve aumento de 24 pontos percentuais.
O tomate, que vinha sendo o segundo vilão da cesta básica pressionando alta, apresentou recuo de 3%, e chegou a R$ 49; em igual mês do ano passado custava R$ 50,70.
O arroz aparece logo em seguida com alta de 53% no mesmo período. Em julho do ano passado, o pacote de 5 kg tinha preço médio de 6,80%, e hoje está na faixa de R$ 10,40. O leite UHT teve reajuste pouco mais acima, de 53%. O pacote de 1 litro vale hoje R$ 28,10, enquanto há 12 meses, saía pela média de R$ 19,10.
Outro alimento que teve forte reajuste foi o quilo do açúcar, que ficou 40% mais caro. O pacote de 5kg escalou de R$ 3,80 em julho de 2015 para R$ 6,80.
O produto que apresentou menor reajuste na passagem de junho para julho foi o quilo da carne bovina, que teve alta de 3%, mas já com preço bem acima do registrado nos últimos 12 meses. Conforme o Imea, o quilo no varejo custa hoje R$ 137,30. Em meados de 2015, o preço estava na faixa de R$ 133.
Os alimentos com alta no balanço do Imea são: farinha (16%), batata (37%), café em pó (16%), banana (21%), óleo (14%) e manteiga (37%).