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Cesta básica em Cuiabá bate novo recorde e se aproxima dos R$ 900 em maio

O custo de vida em Cuiabá sofreu um novo revés na segunda semana de maio de 2026. Impulsionada pelo clima instável e pelo fim da colheita de itens sazonais, a cesta básica na capital mato-grossense quebrou um novo recorde histórico, atingindo o valor de R$ 896,80.
O levantamento, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), aponta que o valor atual está 6,39% mais caro em comparação ao mesmo período de 2025, quando a cesta custava R$ 842,92.

Comportamento dos Alimentos: Altas e Baixas

O avanço no preço médio da cesta foi determinado por altas concentradas em produtos estratégicos do prato do brasileiro, superando o alívio trazido por outros itens que registraram queda.

ProdutoPreço Médio (kg)Variação SemanalContexto de Mercado
BatataR$ 8,34+18,79%Reta final da colheita e fortes chuvas nas regiões produtoras, restringindo a oferta.
ArrozR$ 5,12+3,25%Expectativa de safra menor e reação do mercado após sucessivas desvalorizações.
BananaR$ 8,16-3,38%Calor e tempo firme nas plantações aceleraram a maturação e aumentaram a oferta da variedade nanica.

O Impacto do Clima no Bolso do Consumidor

A batata continua sendo a principal “vilã” do orçamento doméstico nas últimas semanas. Além do salto de quase 19% em apenas sete dias, o tubérculo acumula uma alta expressiva de 38,92% quando comparado ao valor praticado em maio do ano passado.
De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o cenário demonstra como os fatores climáticos e a sazonalidade pesam diretamente no bolso do cidadão.

“A continuidade da alta da cesta básica, que cada vez mais se aproxima dos R$ 900, reflete a persistência de pressões inflacionárias concentradas, principalmente, em alimentos sensíveis à sazonalidade e às condições climáticas”, destacou o presidente.

Mesmo com o comportamento heterogêneo dos produtos — onde alguns itens registraram estabilidade —, as reduções não foram suficientes para equilibrar a balança. Para o consumidor cuiabano, o cenário exige cada vez mais jogo de cintura e substituições no cardápio para driblar a perda do poder de compra diante do caixa do supermercado.

Lucas Bellinello

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