A ocorrência dos casos de dengue aumentou 66% em Mato Grosso em 2019. Houve registro de 16.953 doentes, o número mais alto dos três anos. Dados são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) do balanço de fechamento do ano de doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti.
A incidência do ano passado interrompe uma queda nos casos da dengue que vinha ocorrendo desde 2017. Mato Grosso entrou numa situação alarmante de casos em 2009, com média de 35,6 mil casos a cada 100 mil habitantes por ano (2009 a 2016).
O registro ao ano caiu para 12.214 em 2017 e para 10.163 em 2018. O breve período de que cessa com os 66% de aumento em 2019. Conforme a SES, a incidência está hoje em 508,1 casos a cada 100 habitante, número considerado alto. Na série histórica de uma década, houve registro de 3,247 milhões casos.
As cidades com incidência alta são Sinop, que teve 1803,9 casos a cada 100 mil habitantes no ano passado e Rondonópolis com 365,7. Cuiabá e Várzea Grande ficaram com incidência considerada baixa no mesmo período. A primeira registrou 81,7 e a segunda, 63,5.
Zika e chikungunya
O balanço da Secretaria de Saúde mostra ainda queda acentuada nos casos de zika e chikungunya em 2019 em comparação com 2018. A ocorrência da zika passou de 1.097 para 391 (-64) e da chikungunya, de 14.375 para 907 (-93%).



