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Casal de namorados fogem do altar há 23 anos

Você pode até não concordar muito com a ideia, mas não são raros os casos de mulheres que têm preferido bem mais o título de namorada do que o de esposa. A telefonista aposentada Cláudia Madalena Pinto Soares, de 49 anos, é um bom exemplo disso. Depois de ter casado cedo, tido dois filhos e se divorciado em 1990, ela não quis mais saber de relacionamentos sérios, até que, em 1992, durante um baile de Carnaval, conheceu Paulo Roberto Alves de Arruda, o seu namorado há exatos 23 anos. “Contrariando o que dizem, o nosso amor de Carnaval foi muito além da quarta-feira de cinzas”, brinca.

Completamente apaixonados, os dois engataram o romance logo depois da folia e não demoraram muito para descobrir que moravam na mesma rua, a uma distância de apenas 600 metros, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. No entanto, como ela vivia com os filhos, e ele com a mãe viúva, a relação que se consolidava não passava nem perto do tradicional casamento, por conta da vontade de Paulo, solteirão convicto, atualmente com 50 anos. “No começo, tive muita vontade de morar junto com ele porque tinha os meninos pequenos e ficava assustada com a possibilidade de criá-los sozinha, mas como ele precisava cuidar da mãe e não queria casar, superei, me adaptei e acabei gostando da ideia. A gente criou um estilo de relação bem legal”, conta.

Mas embora não dividam o mesmo teto (ela mora com o filho solteiro de 31 anos, e ele segue com a mãe, de 78), Cláudia e Paulo contam com as mesmas garantias de uma relação estável, como plano de saúde, conta bancária conjunta e seguro de vida. Além dos benefícios de todo casamento, o “eterno namoro” dos dois também evita as principais armadilhas enfrentadas por quem é casado, como a convivência “forçada” com as diferenças do outro e a mesmice do dia a dia. “Esse modelo de relacionamento permite que a gente faça o que quer. A rotina quase não existe. É muito libertador”, declara. 

O casal, que dorme junto toda quarta-feira e fim de semana, também faz programas típicos dos pombinhos apaixonados: vão ao cinema, têm vários encontros e viajam bastante. “Não trocaria essa vida por nada. Nosso relacionamento não perde aquela sensação de frescor do início de namoro. Apesar disso, também passamos por situações difíceis, como doença, desemprego e até um pouco de preconceito por parte de algumas pessoas que não entendem a nossa opção. Também nos estressamos às vezes por sermos muito diferentes. Eu amo a noite, e ele o dia. Ele é metódico, e eu despojada. Ele é comilão, e eu ‘natureba’. Mas posso afirmar que foram muito mais sorrisos do que lágrimas até agora”, conclui. 

Fonte: Terra

Redação

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