Quatro comunidades indígenas de Barra do Garças, 530 km de Cuiabá, receberam 800 kg de alimentos e roupas doadas pela população da região, na terceira etapa da campanha “Juntos Contra a Covid-19”, organizada pelo Núcleo da Defensoria Pública de Mato Grosso e parceiros.
Dessa vez 60 famílias das comunidades Jesus de Nazaré, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Fátima e São José foram beneficiadas com cestas básicas contendo alimentos tais como arroz, feijão, farinha de milho e mandioca, bolachas, açúcar, café e outros.
A defensora pública responsável pela campanha, Lindalva Fátima Ramos, que no final de abril junto com a população, empresas e órgãos públicos auxiliou 100 famílias de índios xavante com a entrega de duas toneladas de alimentos, informa que a seleção das aldeias atuais foi feita em função do número de crianças e idosos carentes existentes no local.
“Enquanto defensora há 17 anos, neste momento que enfrentamos a pandemia do novo coronavírus, verificamos a nítida importância do trabalho socioassistencial realizado pela Instituição. Tenho a certeza de que a campanha pelo povo indígena retrata o respeito, admiração e amor que a Defensoria Pública e os barra-garcenses têm pela etnia xavante, predominante em nosso município.
Lindalva integra o Comitê de Crise Xavante e informa que em março deu início ao trabalho com os índios após participar de reunião com servidores das secretarias de Saúde e de Assistência Social do município para conhecer as dificuldades dos moradores de rua e definir estratégias de atuação para enfrentar a Covid-19. Da reunião surgiu também a ideia de atuar com campanhas, cuja primeira etapa focou nos caminhoneiros e a segunda e terceira, nos índios.
“À época percebemos que precisávamos agir em várias frentes e lançamos a campanha Juntos Contra a Covid-19 para orientar caminhoneiros sobre saúde e auxiliá-los com um lanche, para que seguissem viagem. Paralelo a isso, viabilizamos uma segunda etapa, focada no povo indígena xavante, que ficamos sabendo, passavam por grandes dificuldades alimentares”, conta Lindalva.



