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Caged: fabricação de têxteis lidera geração de empregos no setor industrial de MT

O setor industrial de Mato Grosso gerou 1.095 empregos formais em julho de 2026, resultado que colocou a atividade entre as principais responsáveis pelo avanço do mercado de trabalho no estado no período. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e analisados pelo Observatório de Mato Grosso, do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), mostram que o Estado teve saldo geral de 5.766 vagas no mês.

Ao todo, Mato Grosso registrou 61.174 admissões e 55.408 desligamentos em julho. O saldo da indústria correspondeu a cerca de 19% do resultado estadual. Quando somada à construção, que abriu 191 postos, a indústria respondeu por 1.286 novos empregos formais, ficando atrás apenas da agropecuária, com saldo de 3.377 vagas, e dos serviços, que geraram 1.406 postos. O comércio foi o único entre os principais setores a apresentar resultado negativo, com o fechamento de 303 vagas.

Dentro da indústria, a fabricação de produtos têxteis liderou a geração de empregos, com 1.027 novas vagas. Também tiveram desempenho positivo a extração de minerais metálicos, com 135 postos, a descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos, com 63, além da fabricação de máquinas e equipamentos e de bebidas, que registraram 55 empregos cada. Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, o resultado reforça a importância da atividade industrial para a economia mato-grossense e evidencia a participação dos municípios do interior.

O desempenho também aparece nos dados municipais. Em julho, 80 dos 142 municípios de Mato Grosso tiveram saldo positivo de empregos, o equivalente a 56,3% das cidades do Estado. Sapezal liderou o ranking, com 1.198 vagas, seguido por Cuiabá, com 954, Campo Novo do Parecis, com 792, Lucas do Rio Verde, com 580, e Campo Verde, com 576. Em Lucas do Rio Verde, a indústria foi responsável por 311 das vagas criadas no mês, sendo a principal atividade econômica na geração de empregos do município.

No cenário nacional, o Brasil encerrou julho com saldo de 58.568 empregos formais. A indústria, em conjunto com a construção, também apareceu como o segundo segmento que mais gerou postos de trabalho no país. O estoque de empregos formais brasileiro avançou 1,87% em relação a julho de 2025 e 0,12% na comparação com junho de 2026, indicando continuidade do movimento de expansão do mercado de trabalho formal.

joaofreitas

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