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Bolsonaro completa 500 dias: o que mais governos podem fazer contra crise?

Nesta sexta-feira o presidente Jair Bolsonaro completa 500 dias de governo num clima que, claro, não está para celebrações. O país segue na escala em número de casos e de mortes por coronavírus — foram 884 ontem — e o poder executivo segue com as atenções dividas com temas que não têm relação com o combate à pandemia. A grande expectativa para hoje é sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello sobre a divugação do vídeo de uma reunião ministerial ocorrida em abril.

Ficaram em segundo plano as ações do ministério da Saúde para combater a pandemia em colaboração com os estados, assim como os pacotes de estímulo à economia. Um projeto de socorro aos estados de 125 bilhões de reais aprovado pelo Congresso ainda tem pontos soltos a serem analisados por Bolsonaro, como um trecho que permite reajuste salarial a servidores.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é favorável a congelar aumentos até o fim de 2021. Em alguns países, como Uruguai e Nova Zelândia, presidente, ministros, congressistas e funcionários públicos tiveram o salário não só congelado como cortado no combate à crise do coronavírus.

Até onde o governo deve ir para segurar os efeitos da pandemia e para estimular a economia é um dos temas quentes desta sexta-feira. A Alemanha anunciou que sua economia encolheu 2,2% no primeiro trimestre, e prevê uma contração de 10% no segundo tri.

Nos Estados Unidos, onde o número de seguros desemprego bateu 36 milhões ontem, a Câmara pode votar hoje novo projeto de estímulo de 3 trilhões de dólares para reaquecer a economia. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse ontem que não há algo fundamentalmente errado com a economia do país, mas que são necessárias mais medidas “ponte” para passar pela pandmeia.

No Brasil, as previsões são de recuo de 6% em 2020. Na pauta de estímulos ao consumo e ao investimento no país estão novos cortes de juros e ações mais efetivas para que o dinheiro efetivamente chegue na ponta. Um programa de manutenção de emprego com flexibilização da folha só desembolsou 1,5 bilhão de reais de 40 bilhões previstos, conforme revela hoje o jornal O Estado de S. Paulo.

Reportagem do site especializado em mercados CNBC mostra hoje como a agenda de reformas do governo brasileiro foi implodida pela pandemia. Um analista chamou a situação do país de “muito negativa”. Não é a forma ideal para marcar 500 dias de mandato.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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