215.268 famílias dos 142 municípios de Mato Grosso são contempladas em fevereiro pelo Bolsa Família, com investimento superior a R$ 151,1 milhões por parte do Governo do Brasil. O valor médio do benefício no estado é de R$ 702,12. O calendário de pagamentos começa nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, e segue até o dia 27, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários.
Entre os destaques está o Benefício Primeira Infância, que atende 138,8 mil crianças de zero a seis anos em Mato Grosso, com adicional de R$ 150 por integrante nessa faixa etária. O investimento específico para esse público ultrapassa R$ 19,1 milhões no estado, reforçando a política de proteção social voltada às famílias com crianças pequenas.
O programa também assegura benefícios complementares de R$ 50 para 9,7 mil gestantes, 4,9 mil nutrizes e 199,3 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos. Para esses repasses, o investimento supera R$ 9,5 milhões. Em fevereiro, o Bolsa Família ainda contempla grupos prioritários, como 2,6 mil famílias com pessoas em situação de rua, 11,4 mil indígenas, 1,6 mil quilombolas, além de famílias com integrantes resgatados de trabalho análogo ao escravo e catadores de material reciclável.
Entre os municípios mato-grossenses, Cuiabá lidera em número de beneficiários, com 35,9 mil famílias atendidas. Na sequência aparecem Várzea Grande (22.959), Rondonópolis (11.175), Cáceres (7.089) e Barra do Garças (5.437). Já o maior valor médio de benefício é registrado em Campinápolis, com R$ 906,58.
No cenário nacional, o Bolsa Família alcança 18,84 milhões de famílias nos 5.570 municípios brasileiros, com valor médio de R$ 690,01 e investimento total de R$ 13 bilhões em fevereiro. O Nordeste concentra o maior número de contemplados, com 8,79 milhões de beneficiários, seguido pelas regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.
Entre os estados, a Bahia reúne o maior número de famílias atendidas, com 2,3 milhões de beneficiários, enquanto Roraima registra o maior valor médio de repasse em fevereiro, de R$ 743,97. O programa mantém ainda a Regra de Proteção, que permite às famílias permanecerem por até um ano recebendo 50% do benefício mesmo após aumento de renda, garantindo maior segurança na transição para o mercado de trabalho.

