Empresários do comércio varejista de todo o estado devem intensificar as estratégias de vendas a partir do início de novembro, com a chegada da Black Friday, marcada para o dia 27. Pesquisa inédita realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae/MT) aponta que os consumidores mato-grossenses pretendem gastar, em média, R$ 760 na data, alta de 12,5% em relação a 2025, quando o ticket médio foi de R$ 675. Os setores de moda e vestuário, móveis e decoração e beleza e cuidados pessoais concentram as maiores intenções de compra.
Para o gerente regional metropolitano do Sebrae/MT, Júlio Prior, a Black Friday funciona como um termômetro para as vendas de Natal e impulsiona o comércio em todo o estado. Segundo ele, três em cada quatro consumidores que pretendem comprar na promoção também devem realizar compras para as festividades natalinas. O levantamento aponta ainda uma diferença regional nas intenções de consumo, com índice de 50% no interior, contra 20% na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
A pesquisa também identificou mudanças no comportamento dos consumidores, que utilizam cada vez mais os canais digitais para comparar preços e buscar informações sobre produtos e serviços. Embora os anúncios na televisão continuem influenciando as decisões de compra, fatores como atendimento, agilidade na entrega e facilidade de navegação nas plataformas digitais ganham relevância na escolha dos estabelecimentos.
Entre os atrativos que mais despertam o interesse dos consumidores estão os cupons de desconto, mencionados por 21,6% dos entrevistados, seguidos pelas ofertas relâmpago (21,1%) e pelo frete grátis (20,3%). Também aparecem as promoções do tipo “compre 1, leve 2” (16%), os descontos em porcentagem (13,6%) e o cashback (7,5%). Os dados reforçam a importância de estratégias comerciais que ofereçam vantagens imediatas e atendam à busca por economia.
Apesar da expectativa de aumento no gasto médio individual, a movimentação financeira projetada para a Black Friday em Mato Grosso recuou cerca de 5% em relação ao ano passado. A estimativa é que a data movimente R$ 777 milhões em 2026, ante R$ 821 milhões em 2025. O resultado indica um consumidor mais seletivo e atento ao orçamento, o que exige dos lojistas planejamento e ofertas competitivas para atrair clientes.
