Nacional

Banco do Brasil dobra lucros e soma R$ 5,8 bi

O Banco do Brasil lucrou R$ 5,818 bilhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 117,3% superior ao mesmo período do ano passado. O valor inclui o ganho extra de R$ 3,2 bilhões da parceira com a Cielo, anunciada em novembro.

O banco teve alta anual de 24,2% do lucro recorrente do primeiro trimestre, com maiores receitas com juros e tesouraria e controle de despesas compensando provisões maiores para perdas com calotes.

De janeiro a março, o lucro recorrente da maior instituição financeira do País em ativos excluindo efeitos extraordinários somou R$ 3,025 bilhões, em linha com a previsão média de analistas de R$ 3,033 bilhões, segundo pesquisa Reuters.

No fim de março, o estoque de crédito do BB somava R$ 776,9 bilhões, pelo conceito ampliado, aumento de 11,1% em 12 meses, com destaque para as linhas imobiliária e de grandes empresas e também influenciada pela carteira no exterior, incrementada pela valorização do dólar contra o real. Na comparação com dezembro, a alta foi de 2,1%.

O agronegócio, normalmente um destaque positivo, desta vez mostrou avanço de apenas 9% em 12 meses, abaixo da meta de 10% a 14% para o ano.

A previsão do BB para expansão dos financiamentos em 2015 no Brasil é de 7% a 11%. Nesta comparação, a carteira cresceu 9,5%.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, atingiu 2,05%, ante 1,97% do trimestre anterior e 2,16% um ano antes.

As despesas do banco com provisões para perdas com calotes somaram R$ 5,999 bilhões entre janeiro e março, um salto de 43,3% sobre o primeiro trimestre de 2014. Bradesco e Itaú Unibanco provisionaram 25,1% e 30% mais que um ano antes, respectivamente.

O BB também viu seus índices antecedentes de inadimplência, de 15 a 90 dias, subirem nas comparações sequencial e anual.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido anualizada foi de 14,5% no período, alta anual de 0,5 ponto percentual.

A remuneração aos acionistas sobre o resultado do primeiro trimestre atingiu R$ 2,3 bilhões, dos quais R$ 1,05 bilhão em juros sobre capital próprio e R$ 1,26 bilhão em dividendos.

Juros 
No primeiro trimestre, o BB teve ganho 15,4% maior que um ano antes da receita líquida com juros, a R$ 14,97 bilhões, refletindo o aumento da taxa básica Selic.

Pelo mesmo motivo, o banco viu um salto de 92,5% no resultado de tesouraria, a R$ 17 bilhões.

Por fim, suas receitas com tarifas e serviços cresceram 9,9%, para R$ 6,3 bilhões.

Fonte: Terra

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus