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Bailarina em coma no Canadá reage a estímulos, diz pai

A bailarina Lucila Munaretto, de 20 anos, atropelada no último dia 13 em Vancouver, no Canadá, está respondendo a novos estímulos, disse o pai da jovem. Nascida na Argentina e formada pela Escola de Balé Bolshoi em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a jovem sofreu politraumatismo e segue em coma induzido no Canadá. Ela já passou por cirurgias na coluna e na mandíbula.

Segundo o marceneiro Marcos Munaretto, são boas as últimas notícias dadas pela mãe da jovem, Alicia, que viajou para o Canadá para acompanhar a filha no hospital. “Não lembro se foi ontem ou anteontem, mas a pedido da irmã e da mãe ela me fez um sinal de ‘joinha’ com o dedo. Me mandaram a foto pelo celular e choramos para caramba”, disse o pai, que ficou no Brasil cuidando dos dois filhos menores. Ele prefere não compartilhar a imagem por enquanto, em respeito à filha.

Evolução
O pai de Lucila diz que os médicos têm se surpreendido com a rapidez com que a bailarina tem respondido aos estímulos. “Ela tem tido uma evolução além do esperado. Já fez caretas e abriu a boca e os olhinhos por uns cinco segundos”, conta o pai.

Segundo ele, os médicos estão diminuindo aos poucos a sedação da jovem – somente quando o efeito passar será possível saber a real situação de Lucila e se alguma função foi comprometida. “Eles estão muito confiantes, mas disseram para não alimentarmos falsas esperanças. Clinicamente ela já acordou, não está num estado vegetativo.”

Sempre em contato com a mulher e a outra filha, que já vivia com Lucila no Canadá, Marcos conta que tem se desdobrado para cuidar dos outros dois filhos que ficaram com ele em Joinville. “Fico pouco na marcenaria, e quando estou lá é com 50% da atenção”, diz ele, que vê um lado positivo em meio ao sofrimento com o acidente da filha mais velha. “Aumentou muito a solidariedade entre nós. Um segura a onda do outro”.

Em relação ao acidente, o pai diz que não pretende investigar as circunstâncias em que Lucila foi atropelada. “Não adianta, essa família está sofrendo do mesmo jeito. Isso não muda a situação. Temos que focalizar na recuperação dela”, diz o pai.

Sonho de infância
Lucila nasceu na Província de Missiones, na Argentina, e, aos 11 anos, foi para Joinville, Norte catarinense, realizar o sonho de estudar balé. Ela se formou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e há três anos se mudou para o Canadá, onde dança pela Companhia Coastal City Ballet, de Vancouver.

O acidente aconteceu na última quinta-feira (13). Ela estava de férias e fazendo um trabalho temporário em um mercado para ajudar nas despesas. "Ela teve traumatismos na cabeça, no pescoço, na mandíbula, no quadril. A coluna estava pressionando a medula", explicou o pai.

Abriu os olhos
Lucila passou por duas cirurgias , uma no pescoço para aliviar a pressão na medula e outra no maxilar, quebrado com o impacto do acidente. Três dias após o acidente, Lucila já respondia a estímulos dos médicos.

“O médico apertou os dedos dela com o alicate para testar  a sensibilidade. Ela prontamente respondeu puxando o braço de leve, como quem sentiu dor”, explicou Marcos. “Lucila sempre foi uma guerreira e assim está sendo. A recuperação dela tem sido uma surpresa para todos nós”, completa.

Viagem de emergência
Por causa da gravidade do quadro de Lucila, o hospital de Vancouver pediu para que a família viajasse até o Canadá com urgência.

Durante toda a sexta-feira (14), a família da bailarina ficou em contato com os consulados do Brasil, da Argentina e do Canadá, para conseguir os vistos da mãe de Lucila e da irmã mais nova do jovem, Nicole, de 8 anos, pois as duas são bastante próximas e a família acreditava que ela poderia ajudar na recuperação da irmã.“Acredito que 50% da recuperação dela está nas mãos desta pequenininha. Elas são muito ligadas”, disse Marcos na sexta-feira.

Apenas a mãe da bailarina, porém, conseguiu o visto. Segundo Marcos, a Polícia Federal de Florianópolis estava fechada para dedetização na tarde de sexta e não foi possível fazer um visto de emergência para a menina.

Ele está providenciando a documentação da criança, caso seja possível enviá-la ao Canadá para ajudar na recuperação da irmã. "Mas cada gasto extra significa tirarmos dinheiro da fisioterapia que Lucila terá de fazer quando tiver alta do hospital.

Segundo Marcos, parte dos gastos para a viagem da mãe de Lucila foram pagos com a ajuda de doações feitas para a família. Mas ele diz ter ciência de que será um longo caminho de recuperação. "O importante é que já está dando tudo certo", fala confiante.

Para ajudar a família a arcar com os gastos da viagem e do hospital no Canadá, o Bolshoi no Brasil está fazendo uma campanha em sua página em uma rede social.

Fonte: G1

Redação

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