Política

Às vésperas de votação de denúncia, Temer nega estar ‘constrangido’

A poucos dias da votação da denúncia por corrupção na Câmara, o presidente Michel Temer negou ter "dificuldades" ou estar "constrangido". Em posse de Sérgio Sá Leitão como ministro da Cultura nesta terça-feira, Temer sugeriu que a equipe econômica avalie atender a pleitos da pasta. Contudo, na última quinta-feira, o governo federal subiu imposto de combustíveis e cortou R$ 5,9 bilhões do orçamento.

“ Muitas e muitas vezes, presidente Sarney, eu vejo que as pessoas acham que nós podemos ficar combalidos, constrangidos, inadequados, perturbados, com dificuldades. E ao contrário, esses desafios nos vitalizam”, declarou o presidente, fazendo menção ao ex-presidente José Sarney, presente na posse.

Na próxima quarta-feira, o plenário da Câmara deve votar se o processo criminal contra Temer por corrupção passiva deve seguir adiante. O peemedebista ainda é investigado no Supremo Tribunal Federal por organização criminosa e obstrução de Justiça.

Falando ao novo chefe da Cultura, Michel Temer sugeriu que ele enviasse o discurso aos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e Dyogo Oliveira, do Planejamento. Sá Leitão reclamou que a área cultural tem incentivos do governo desproporcionais à participação na economia.

“Você vai mandar esse discurso para o Dyogo e para o Meirelles”, disse Temer, cinco dias após anunciar alta de impostos sobre combustíveis e uma tesourada de mais R$ 5,9 bilhões no orçamento federal.

O governo também quer abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para funcionários do Poder Executivo, além de permitir que os servidores possam optar por jornada de trabalho reduzida, com cortes proporcionais nas remunerações.

Redação

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