Nacional

Às vésperas das Olimpíadas, Rio tem maior nº de roubos de rua

Entre janeiro e maio de 2016, o Estado do Rio de Janeiro registrou 48.429 roubos de rua, segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública). O número inclui roubos a pedestres, no transporte público e roubos de celular e é o maior registrado no mesmo período em onze anos –em 2006, foram 24.895, um aumento de cerca de 95%. Ao todo, ocorreram, em média, 13 roubos de rua por hora desde o começo do ano.

Apenas em maio, dado mais recente divulgado pela Secretaria de Segurança, foram registrados 7.487 roubos de pedestres, 1.030 roubos dentro do transporte coletivo e 1.451 roubos de celulares.

O indicador que mais cresceu foi o roubo de telefones. Enquanto entre janeiro e maio de 2006 foram roubados 3.162 aparelhos, no mesmo período em 2016 esse número passou para 7.093, um aumento de cerca de 124%.

Procurada pelo UOL, a Polícia Militar informou que "busca aprimorar constantemente o policiamento empregado nas ruas" e que "adota medidas para reduzir a incidência criminal no Estado". "Quando os índices apresentavam tendência de alta, foram empregados cerca de 700 PMs a mais em complemento ao policiamento diário dos batalhões", divulgou a corporação, em nota. A PM alegou ainda que, de janeiro a junho de 2016, "foram 24.709 mil presos e apreendidos, e apreendidas cerca de 4.000 armas de janeiro a maio. Neste período, foram 10.800 ocorrências com apreensão de drogas."

A 32 dias das Olimpíadas, o Estado sofre com a falta de recursos e o governo espera o depósito do aporte de R$ 2,9 bilhões da União, conseguido após o governador Francisco Dornelles (PP-RJ) decretar estado de calamidade pública em decorrência da crise financeira. Entre as prioridades, estão o pagamento das forças de segurança que, assim como boa parte dos servidores públicos, aposentados e pensionistas do Estado, ainda não recebeu a íntegra do salário de maio.

A MP que libera a verba, publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União especifica que os recursos serão usados como "auxílio financeiro ao Estado do Rio de Janeiro para segurança pública para realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos – Rio 2016".

No decreto de calamidade, o governador diz temer um "total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental" devido à falta de recursos e cita a queda na arrecadação, principalmente no ICMS e nos royalties do petróleo; os esforços de "reprogramação financeira" para ajustar as contas do estado; a dificuldade de honrar compromissos com os Jogos; as dificuldades em prestar serviços públicos essenciais e a chegada iminente das delegações estrangeiras para a Olimpíada.

Fonte: UOL

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus