Cercado de quadros e esculturas, o artista português Francisco Charneca, 59 anos, mostrou ao Circuito Mato Grosso o seu ateliê, em Cuiabá, com suas obras que basicamente representam os animais e sua essência.
São quadros que marcam o olhar de uma onça, a tranquilidade de um cervo e o simples retrato de um búfalo. Entre as esculturas estão animais selvagens como o javali, mas também os pets de clientes, como cavalos e cães que podem ser representados até mesmo com seu brinquedo de pelúcia.
Charneca nasceu em Évora, Portugal, e ainda bebê foi morar com sua família em Moçambique, país localizado na África. Lá aprendeu a conviver com a natureza e sua primeira lembrança como artista é aos dois anos de idade. “A minha mãe dava a bíblia para que eu desenhasse nas páginas em branco. A arte está no meu sangue desde sempre. Somos três irmãos, todos nós somos artistas”, contou Francisco.
A primeira exposição que participou foi coletiva e aos 10 anos de idade em 1969. Nela, apresentou suas primeiras pinturas e esculturas, depois disso não parou mais de produzir. “Sou completamente autodidata, ninguém nunca me ensinou rigorosamente nada”.

Alguns anos depois voltou para Portugal e ganhou de seu padrinho seu primeiro estojo de pintura a óleo. Anteriormente usava tinta guache do material escolar.
“Quando eu voltei para Portugal praticamente abandonei a escultura, pois não havia muita tradição de venda lá”. Ele conta que chegou a produzir um busto do então Papa João Paulo II, em sua primeira visita a Portugal.
Após conhecer Eva Charneca, a mato-grossense que se tornaria sua esposa, em 1996 ele se mudou para Mato Grosso, onde vive atualmente. “Como o Brasil havia pouca tradição em aquarela eu comecei a trabalhar com outros materiais”. O casal abriu uma galeria de artes em Várzea Grande, que durou alguns anos, e ele começou a produzir as esculturas, além dos quadros.
Francisco Charneca diz que a sua área de formação é a de ciências do meio ambiente e ele é caçador, cujo afirma ser um processo natural da natureza, e além de artista é um estudioso do javali.

Ao falar sobre animais de estimação, ele diz que “pet na verdade é o momento em que o homem adota para o seu lar ou para a sua convivência próxima um animal que outrora era selvagem. Com o tempo passa a ser tão comum que se tornam animais domésticos, como porcos, por exemplo”.
O artista que já produziu esculturas em cimento e ferro, não somente de animais, em tamanho real e esculturas de até uma vez e meia maior do que seria o normal. As pequenas esculturas que estavam à mostra em seu ateliê são de rezina, as quais primeiramente é feito um molde em cera e depois são acrescentados os pequenos detalhes dos animais, materializando uma homenagem a vários pets e conquistando clientes e admiradores pelo país.
Quem tiver curiosidade em adquirir alguma peça do artista, basta entrar em contato com a sua equipe pelo número (65) 9 8416-9336 ou pelo e-mail galeriafranciscocharneca@yahoo.com.
O outro lado
Pedro Pires mora na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e encomendou uma peça que representasse seu companheiro, da raça pointer inglês, o Bino.
Ele se interessou pelo pointer inglês e comprou Bino ainda filhote, há três anos.
“Desde então ele ficou meu cachorro de estimação. O Bino anda sempre comigo, para todos os lugares. Ele tem uma adoração em andar na carroceria da minha caminhonete e levo ele até mesmo para a faculdade. Nós temos uma relação muito forte e acaba facilitando a caça, a gente se entende muito bem”.
Ele contou que quando conheceu o trabalho de Francisco Charneca achou perfeito para poder eternizar seu companheiro. Pedro encaminhou algumas fotos e vídeos do Bino caçando, dessa forma o artista poderia observar os detalhes e reproduzir fielmente ao animal.
“Todo mundo que vê a escultura aqui na minha estante fica apaixonado. Qualquer pessoa que gosta de natureza deve admirar o trabalho dele”, afirmou.
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