No dia 2 de agosto, João Arcanjo Ribeiro terá que se dirigir ao Fórum de Cuiabá e explicar ao juiz Leonardo Pitaluga – porquê seu nome e de sua esposa aparecem em uma lista encontrada pela polícia em uma apreensão de quase 50 máquinas utilizadas para registrar apostas do jogo do bicho em Cuiabá e que resultou na prisão de quatro pessoas?
Caso Arcanjo não consiga convencer o juiz, ele poderá ser preso. Ele terá que provar nesta ocasião que não voltou a praticar crimes e continua cumprindo as determinações da Justiça para as medidas cautelares. A audiência de justificiação foi marcada para as 14h30m.
Como há a possibilidade de práticas de novos crimes, o juiz ainda determinou que a GCCO apure o caso. "Ainda, em razão de as notícias trazidas nos autos tratarem-se de crimes, em tese, extraia-se cópias das aludidas petições e documentos que as acompanharam, enviando-as, mediante ofício, ao GCCO, para apuração", apontou.
Arcanjo cumpre regime semi-aberto com o uso da tornozeleira eletrônica desde o final de fevereiro deste ano. Ele pode circular pela cidade pela manhã, mas ele deve se recolher em sua residência entre as 20h e 6h. O ex-bicheiro foi preso por ser o mandante do asssassinato Domingos Sávio Brandão, dono do jornal Folha do Estado.
A lista foi encontrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no dia 10 de julho, após realizar a prisão de quatro indivíduos no jogo do bicho. Além da detenção, os policiais apreenderam 48 máquinas usadas nas apostas e diversos aparelhos de cartões de crédito. De acordo com a GCCO, o que chamou a atenção no material apreendido foi a citação dos nomes de João Arcanjo Ribeiro Filho e de sua ex-esposa, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro.
Os policiais chegaram até ao local após uma denúncia anônima que apontava uma central que realizava a clonagem de cartões de crédito.
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