Os recentes aumentos no preço dos combustíveis têm gerado questionamentos por parte dos consumidores, mas, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso, Kaká Alves, os postos revendedores não são responsáveis diretos pela alta nas bombas.
De acordo com o dirigente, os valores são impactados por decisões ao longo da cadeia de abastecimento, especialmente na comercialização feita pela Petrobras. Ele afirma que, mesmo sem anúncio oficial de reajuste, houve venda de diesel com preços significativamente acima da referência, o que acaba refletindo no custo final ao consumidor.
Kaká Alves explicou que os postos não compram combustível diretamente da estatal, mas sim das distribuidoras, que repassam os aumentos. Dessa forma, os revendedores não têm controle sobre os preços praticados. Segundo ele, toda a cadeia sofre com as variações, que acabam sendo inevitavelmente transferidas para o consumidor final.
O sindicato também relatou dificuldades no abastecimento, com restrições na venda de combustíveis, principalmente para postos de bandeira branca. Além disso, os altos preços têm, em alguns casos, inviabilizado a compra, o que pode levar à falta de produto em determinados estabelecimentos.
Diante desse cenário, a entidade defende maior equilíbrio na atuação dos órgãos de fiscalização, ressaltando que a responsabilidade deve ser compartilhada entre todos os elos da cadeia. O Sindipetróleo afirma ainda que segue aberto ao diálogo, mas reforça que os revendedores não podem ser responsabilizados por fatores externos, como decisões comerciais e instabilidades no cenário internacional.
