A Justiça Estadual determinou, nesta segunda-feira (10), a soltura do agente penitenciário Edson Batista Alves, 35 anos. Ele estava preso desde novembro de 2019, em Cuiabá-MT, suspeito de agredir, torturar e manter uma ex-namorada e o filho dela, de 6 anos, em cárcere privado.
A decisão é do juiz Jeverson Quinteiro, da Segunda Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca da Capital. O magistrado considerou o fato das vítimas terem mudado de cidade (estão morando em Rondonópolis – 210 km da Capital), além do prazo da prisão preventiva ter expirado.
No entanto, o juiz impôs medidas cautelares ao suspeito, que será monitorado por tornozeleira eletrônica.
O caso
As vítimas estavam em Cuiabá há apenas duas semanas antes do ocorrido. A mulher relatou aos policiais que teve um breve relacionamento com Edson e que decidiu se mudar para a Capital para buscar um emprego na região metropolitana.
Porém, a vítima contou que o namorado passou a apresentar um comportamento violento na última semana. Edson teria agredido a companheira e o enteado física e verbalmente e ainda fez diversas ameaças de morte.
Na madrugada do dia 20 de novembro, o agressor teria atacado a criança de forma homofóbica. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito disse que o garoto seria homossexual e que isso o tornaria “imprestável”. O menino foi brutalmente agredido e sofreu um ferimento no olho direito. O jovem também teve um de seus braços quebrado.
Não satisfeito, Edson ainda tentou limpar o olho da vítima com água quente, mas deixou o líquido escorrer pelo corpo do menino, causando-lhe uma pequena queimadura na região da barriga.
Na noite do mesmo dia, o agente prisional e levou as vítimas para um jantar, na casa de uma amiga dele. Na ocasião, a mulher se aproveitou de um momento de distração do suspeito e fugiu da residência com o filho.
Ela solicitou um motorista de aplicativo e seguiu até a base comunitária de Polícia Militar no bairro Araés, onde registrou a queixa.
Após deixar o jantar, Edson fez rondas nas imediações da unidade policial e acabou sendo localizado pelos militares, que deram voz de prisão ao acusado. O agente prisional foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Capital.
Histórico problemático
Na unidade policial, foi constatado que o agressor já fazia uso de tornozeleira eletrônica, também pelo crime de violência doméstica. Ele já havia sido denunciado pelo mesmo delito outras seis vezes.



