Uma advogada foi alvo de três ordens judiciais cumpridas pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (27), durante investigação sobre um suposto esquema de entrada de materiais ilícitos na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis (402 quilômetros de Cuiabá). As medidas foram executadas na cidade de Sapezal e incluem dois mandados de busca e apreensão, além da quebra de dados telefônicos e telemáticos da investigada.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Campo Novo do Parecis, com apoio da equipe policial de Sapezal, onde foram cumpridas as determinações judiciais.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito foi instaurado após o registro de uma ocorrência no início deste ano envolvendo a entrada de materiais ilícitos na unidade prisional. Durante uma revista realizada por policiais penais, foram encontrados uma porção de maconha e dois carregadores de telefone celular com um reeducando.
Segundo as investigações, os materiais foram localizados logo após um atendimento jurídico realizado pela advogada ao detento, o que levantou a suspeita de que os objetos teriam sido entregues por ela durante a visita na cadeia pública. A partir das diligências realizadas, a polícia representou pelas medidas cautelares, que foram autorizadas pelo Poder Judiciário.
Durante o cumprimento dos mandados no escritório e na residência da investigada, os policiais apreenderam um aparelho celular, um notebook e dispositivos de armazenamento digital. Para garantir a legalidade da ação, a Polícia Civil solicitou o acompanhamento de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos.


