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Acusado de matar mulher trans com golpes na cabeça e asfixia vai a júri popular em Cuiabá

Nesta terça-feira (4), o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá julga Junio Santos da Silva, acusado de matar a mulher trans conhecida pelo nome social Gisa, identificada como Gerardo Ribeiro Lima Junior. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a vítima foi agredida com extrema violência, recebeu diversos golpes na cabeça e foi asfixiada em um terreno baldio no bairro Consil, em abril de 2024.

O réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também imputou a qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de um crime cometido contra uma mulher trans em um contexto de discriminação de gênero.

Conforme a investigação, Junio teria reagido de forma violenta após descobrir que Gisa era uma mulher trans. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e outros elementos reunidos durante o inquérito. Na decisão de pronúncia, a Justiça reconheceu indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado fosse levado a julgamento popular.

Junio foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos, em Minas Gerais, e permanece custodiado desde então. Durante a investigação, ele admitiu à polícia ter cometido o crime, mas permaneceu em silêncio no interrogatório judicial. A sessão está marcada para as 9h, no Fórum de Cuiabá, com atuação do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.

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