O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou durante entrevista coletiva na última terça-feira (25) que o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) não seria aprovado em um eventual exame toxicológico. Na mesma ocasião, o gestor municipal também insinuou que um postulante ao Governo de Mato Grosso, cujo nome não foi revelado, enfrentaria o mesmo problema caso o teste fosse exigido.
A declaração foi dada no contexto de análises sobre a ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro debate presidencial da temporada, promovido pela Rede Bandeirantes no último domingo (23). Abilio apoiou a estratégia de ausência do aliado para evitar desgastes prematuros e criticou o tom de embates adotado por outros concorrentes.
Mensagens e Uso de Alucinógenos Citados
A menção a Renan Santos veio acompanhada de repercussões sobre capturas de tela e mensagens atribuídas ao candidato — compartilhadas em um grupo de Instagram entre abril de 2024 e outubro de 2025 —, nas quais ele supostamente admitiria o consumo de cogumelos alucinógenos da espécie Psilocybe cubensis. O material integra uma representação criminal protocolada no Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) pelo estudante Ian Bartholo Lukas Coelho.
Apesar de lembrar que a legislação eleitoral brasileira não obriga a realização de exames toxicológicos para o registro de candidaturas, Abilio ironizou a idoneidade comportamental dos adversários políticos envolvidos.
Avaliação do Debate e Elogio a Augusto Cury
Ao rebater as críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro por não comparecer ao encontro da Band, o prefeito de Cuiabá argumentou que a prioridade de parte dos candidatos nos debates tem sido o ataque sistemático, em detrimento do debate programático.
Apesar das ressalvas ao cenário geral, Abilio destacou que conseguiu identificar ideias aproveitáveis entre os presentes, citando nominalmente o escritor e candidato Augusto Cury. O prefeito elogiou as abordagens de Cury voltadas à causa da neurodiversidade e do autismo, sugerindo que o tema poderia ser absorvido pela campanha de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.


