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Abílio Brunini atribui esvaziamento do centro de Cuiabá ao e-commerce e culpa Lula e STF por insegurança

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), avaliou nesta terça-feira (25) que a queda no movimento comercial na região central da capital é um reflexo direto do avanço do e-commerce. Durante a mesma entrevista, o gestor abordou a sensação de insegurança no centro histórico, atribuindo a onda de furtos e a presença de dependentes químicos às políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Abílio, a dinâmica de consumo mudou, e a revitalização do espaço urbano depende de adaptação, enquanto a solução para a criminalidade exige uma revisão das legislações nacionais e atuação conjunta entre os poderes.

Impacto do E-commerce e Revitalização Urbana

O prefeito argumentou que a facilidade das compras por aplicativos de celular eliminou a necessidade de deslocamento físico dos consumidores, um fenômeno que afeta centros comerciais em todo o país. Diante desse cenário, ele defendeu que os lojistas precisam focar em oferecer “experiências”.

Como alternativa, Abílio propôs uma reestruturação do espaço urbano, sugerindo a transformação da Rua 13 de Junho em um calçadão focado em gastronomia e lazer.

“Estou pronto aqui para fazer um calçadão na 13 de Junho, fazer uma feira e reinventar esse centro. Vamos trazer gastronomia, atividades diferentes. Porque se o centro não se reinventar, infelizmente está fadado ao fracasso”, alertou o chefe do Executivo municipal.

Críticas ao Governo Federal e Impunidade

Ao tratar da segurança pública, Abílio Brunini adotou um tom duro contra o Governo Federal, associando os problemas locais à gestão de Lula e a um suposto ciclo de impunidade. O prefeito afirmou que a Polícia Militar atua na região, mas esbarra na legislação.

“Enquanto o Lula estiver no poder, não tem nada que fazer com a questão da insegurança. O pessoal fez o L no passado e colhe os frutos disso. […] A polícia está ativa ali, prende o cara, mas o cara que fez o furto, em poucos minutos, está solto na delegacia”, criticou.

Diretrizes do STF e Ações Integradas

O gestor também direcionou críticas ao Judiciário, citando especificamente a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que estabeleceu diretrizes para o tratamento da população em situação de rua.

Na avaliação de Abílio, a exigência de que o poder público forneça água, alimentação e local para guarda de pertences acaba subsidiando a permanência dessas pessoas nas ruas e, consequentemente, a continuidade de pequenos delitos.

Para superar a crise de segurança e o problema social no centro, o prefeito concluiu que as ações assistenciais itinerantes do município não são suficientes. Ele defende a criação de uma força-tarefa nos moldes de ações realizadas em São Paulo, envolvendo a cooperação direta entre a Prefeitura, o Governo do Estado, o Ministério Público (MPMT) e o Tribunal de Justiça (TJMT).

Lucas Bellinello

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