Marcos Falcone de Oliveira Souza, filho de Marcos Falcon, chega para prestar depoimento na DH (Foto: Henrique Coelho/G1)
Marcos Falcone de Oliveira Souza, filho do presidente da Portela, Marcos Falcon, assassinado durante ato em comitê de campanha em Madureira no dia 26 de setembro, chegou na tarde desta quarta-feira (5) para prestar depoimento na Divisão de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Além dele, eram esperados os depoimentos de mais três supostos seguranças de Falcon, que também era candidato a vereador.
A Divisão de Homicídios já interrogou pelo menos 25 pessoas sobre o caso. A especializada analisa 44 horas de imagens do dia do crime, retiradas de 11 câmeras diferentes na região de Madureira, onde ocorreu o homicídio de Falcon. Na segunda feira, foi realizada a missa de sétimo dia, na quadra da Portela.
A Divisão de Homicídios da Capital também já tem à disposição pelo menos 44 horas de filmagens de câmeras relacionadas ao assassinato de Marcos Falcon. São no mínimo quatro horas de filmagens em 11 câmeras diferentes, localizadas próximas ao local onde ele foi assassinado.
O delegado responsável pelo caso disse que continua fazendo diligências e algumas informações estão sob sigilo para não comprometer a investigação. A Polícia também leva em consideração o fato de Falcon já ter recebido outras ameaças de morte no início do ano.
O envolvimento com máfia de caça-níqueis também está sendo averiguado. Duas pessoas que participaram da campanha de Falcon foram ouvidas no último dia 3 de outubro. Segundo o delegado Breno Carnevale, os depoimentos da última semana falavam de como Falcon era uma pessoa querida na região de Madureira e Oswaldo Cruz, e que ele não teria nenhuma ligação com grupos de milicianos.
Falcon foi morto a tiros na Rua Maria José, esquina com a rua Carlos Xavier, em Madureira, Zona Norte do Rio.
A assessora da campanha de Falcon, Simone Fernandes, informou que dois homens encapuzados e armados entraram no comitê de campanha do candidato, atiraram nele e saíram. Ela disse também que eram seis homens no total, mas só dois entraram no local. Havia outras pessoas no comitê que não se feriram.
Casado com porta-bandeira Selminha Sorriso, Falcon tinha 52 anos e era subtenente da PM, além de candidato a vereador. Falcon já havia sofrido outros atentados anteriormente.
Fonte: G1



