A cantora e compositora Adriana Darold entrou com um pedido de liminar para que a veiculação de uma música gravada pelo cantor falecido Cristiano Araújo, que seria de sua autoria seja retirada de veiculação. O despacho do processo foi publicado nesta terça-feira (04), no Diário da Justiça Eletrônico. A ação segue tramitando na 8ª Vara Cível no Fórum de Cuiabá.
De acordo com o processo, a ação por danos morais e materiais, Darold pede indenização de R$ 2 milhões pelo suposto plágio, que além do cantor envolve o produtor musical Dudu Borges e os cantores Gabriel Agra e Danilo D’Avilla. Estes últimos constam como autores da composição.
A jovem, que já participou do reality show ‘The Voice Brasil’, alega nos autos que em setembro de 2014 enviou por e-mail a música entitulada “Vai doer” ao Dudu Borges, à época produtor musical do cantor Cristiano Araújo, no entanto, não obteve retorno.
Ao assistir o programa Fantástico, da Rede Globo, no mês de junho passado, em um especial da morte do cantor em que divulgaram uma música inédita, gravada antes de sua morte, Adriana identificou a música que alega ser de sua autoria sendo apresentada no programa, e ainda informando a divulgação do lançamento futuro de um novo CD.
Ela alega também que a empresa em que o pai de Cristiano é sócio e administra os bens do cantor falecido tem tido lucro milionário com a divulgação e reprodução da música, do qual não obteve lucro algum.
Darold diz que em publicações feitas na rede social ao constatar o crime de plágio na reportagem, sofreu agressões e ameaças dos fãs de Cristiano Araújo. Ela teve o perfil do Facebook invadido e várias mensagens de ódio foram postadas, e acabou por excluir a sua rede social.
O juiz substituto Yale Sabos Mendes deu um prazo de 15 dias, para que a cantora prove não possuir condições financeiras para arcar com as custas processuais, uma vez que requereu Justiça Gratuita.
Outro plágio
Na ação a cantora lembrou que essa não seria a primeira vez que Cristiano Araújo teria se envolvido em uma situação de plágio. Em 2011, uma dupla de Goiás, Bruno Camacho e Fabiano, mostraram uma música que ainda não haviam registrado aos produtores do cantor, que a gravaram sem autorização judicial.
Outro lado
A reportagem tentou contato com a empresa JB Assessoria com sede em Goiânia, mas as ligações não foram atendidas.
O mesmo aconteceu com os telefonemas a dupla Gabriel Agra e Danilo Dávilla. O produtor Eduardo Borges não foi localizado, para comentar a ação.
Com Ponto na Curva



