A Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá (MT) reunirá representantes de várias centrais sindicais do Estado e entidades filiadas nesta terça-feira (16), às 17h,para o Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos, e que tem por objetivo repudiar as mudanças especuladas na legislação trabalhista e na Previdência Social, além da precarização da Justiça do Trabalho.
Em nota a organização do evento explica que as centrais vão se posicionar contra as reformas previdenciárias, especialmente a proposta que quer aumentar a idade mínima para aposentadoria, para homens e mulheres. Também contra a flexibilização dos direitos trabalhistas, sobrepondo o negociado ao texto da CLT, além da terceirização sem limites e do aumento da jornada de trabalho para até 80 horas, algumas das medidas que vêm sendo anunciadas pelo governo interino.
A Nova Central Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras (NCST-MT), a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso (FETIEMT) e o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM) já confirmaram presença no ato. Também participarão, as seguintes entidades: CUT, CBT, CSP, FEDAPI-MT, UGT, Força Sindical e INTERSINDICAL.
Considerando a urgência de barrar as propostas que retiram os direitos dos trabalhadores e a necessidade de aumentar os níveis de emprego, as centrais sindicais ocupam as ruas neste Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos para reivindicar a adoção das seguintes medidas:
– Redução da taxa de juros que viabilizem a retomada do crescimento industrial;
– Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários;
– Retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la;
– Retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás;
– Defesa do Pré-Sal e contra a PL 131 que retira da Petrobrás o direito de atuar como operadora e possuir participação mínima de 30% nos consórcios de exploração do Pré Sal;
– Destravamento do setor de construção por meio de instrumentos institucionais adequados, que garantam a manutenção das atividades produtivas e dos empregos nas empresas do setor;
– Criação de condições para o aumento e manutenção da produção e das exportações da indústria de transformação;
– Fortalecer políticas que deem sustentação ao setor produtivo, de adensamento das cadeias e reindustrialização do País, com contrapartidas sociais e ambientais;
– Incentivos às políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de produção, consumo, emprego, renda e inclusão social;
– Contra o PL 257, que repactua o pagamento das dívidas dos estados com a União e congela investimentos no setor público impedindo novos concursos públicos e reajustes salariais;
– Contra a Pec 241/2016, que congela os investimentos públicos por 20 anos para pagar a dívida pública causando danos à saúde, educação, transporte, entre outros.
Com Assessoria


