Em decorrência da falta de repasse do duodécimo pelo Governo de Mato Grosso ao Ministério Público Estadual (MPE), o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, informou que usou R$ 20 milhões da propria instituição para honrar salário dos servidores.
Essa seria a quarta e última parcela no valor de R$ 132,3 milhões. Segundo a Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz), em julho foram repassados R$ 62,4 milhões referentes às três parcelas de custeio. Para agosto já foram repassados R$ 24,2 milhões referentes à primeira parcela de custeio e, a segunda parcela, de R$ 24,2 milhões.
O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) disse, na manhã desta quinta-feira, que os Poderes devem entender o momento difícil da economia de Mato Grosso. “Estamos tratando com os poderes e apostamos na compreensão. Mato Grosso vive uma situação financeira difícil e de equilíbrio das contas. Acredito que estamos a contento mantendo um bom relacionamento com todos os poderes do Estado”, revela.
O governador Pedro Taques (PSDB) deve se reunir com o procurador e outros representantes dos poderes na próxima terça-feira (16).
O atraso no duodécimo atinge também ao Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas.
Segundo nota do gabinete de comunicação, divulgada na noite de quarta-feira (10), “a necessidade do adiamento dos repasses ocorre em função da indisponibilidade financeira no tesouro do Estado, ocasionada pelo crescimento maior das despesas frente ao aumento da receita. O governo tem se esforçado e realizado o remanejamento de recursos para manter o repasse parcial dos valores aos Poderes constituídos”.


