Cidades

Cracker sequestra dados de empresa e cobra resgate de R$ 10 mil

Invasão impossibilitou o acesso a dados de informática da empresa  (Foto: Valmir Custódio/G1)

Uma empresa de materiais elétricos localizada nas proximidades do Parque Higienópolis, em Presidente Prudente, foi alvo de um golpe conhecido como sequestro de dados, que consiste na invasão aos computadores da vítima e na liberação das informações somente após pagamento de "resgate". Neste caso, os criminosos pediram até R$ 10 mil para que o sistema fosse restabelecido. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como violação de segredo profissional.

O crime foi denunciado nesta terça-feira (5), na Delegacia Participativa de Presidente Prudente, por um engenheiro civil de 23 anos. Conforme a Polícia Civil, a vítima tentou acessar o servidor da empresa e notou que os dados cadastrais dos clientes e o sistema operacional estavam criptografados, que é uma técnica utilizada para impedir o acesso às informações.

O engenheiro chamou um técnico de informática, o qual verificou a impossibilidade de quebrar os códigos. No entanto, em meio aos arquivos, o especialista encontrou um endereço eletrônico do responsável pela invasão, no caso, um "cracker" – termo utilizado para definir a pessoa que quebra ilegalmente um sistema de segurança – que utilizou um e-mail de um servidor na Índia.

O engenheiro entrou em contato com o invasor e foi orientado a pagar 1,5 bitcoins – moeda virtual que permite pagamentos eletrônicos –, que, segundo apurou a vítima, corresponderiam a cerca de R$ 4,8 mil para ter os arquivos liberados em até 24 horas. Após esse período, a vítima teria de desembolsar cerca de R$ 10 mil, se quisesse ter os dados de volta. A entrega do resgate teria de ser pela internet e por arquivos com códigos.

Prejuízo
O G1 esteve nesta quarta-feira (6) na empresa alvo do ataque cibernético e foi informado de que o resgate não foi pago. “Não temos a garantia de que os dados serão liberados após o pagamento e de que não seremos mais invadidos. Nunca aconteceu isso com a gente. Perdemos dados financeiros, de notas fiscais, informações dos clientes, enfim, está sendo um prejuízo grande”, destacou uma representante da empresa.

“Anulamos o nosso servidor e estamos tentando recuperar as informações através de outros documentos, mas praticamente não temos mais esperança de recuperá-los. Tudo o que tínhamos de 16 dias para cá foi perdido”, acrescentou.
Segundo informações da Polícia Civil, o vírus invasor é conhecido como "Trojan Zeus".

Fonte: G1

Redação

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