Mesmo com a crise política no Palácio do Planalto, acentuada nesta sexta-feira (04), os ministros de Estado e a presidente Dilma Rousseff estiveram reunidos com quase todos os governadores do país para negociar um plano de auxílio aos Estados. Mesmo assim não se chegou a um consenso sobre as contrapartidas a serem exigidas pelo governo. Outras reuniões devem acontecer nas próximas semanas.
De acordo com o ministro Nelson Barbosa, da Fazenda, está na mesa a proposta de alongar em 20 anos o prazo para que os Estados honrem seus débitos com a União, e em 10 anos, com um prazo de carência de quatro anos, o prazo para dívidas contraídas no BNDS.
Os Estados têm feito uma força-tarefa para costurar esse acordo. A maioria deles enfrenta sérios problemas de caixa, em que falta dinheiro inclusive para pagamento da folha de salário de servidores públicos. No total, a dívida de Estados e municípios com a União é de R$ 463 bilhões.
Em contrapartida, a União exige que os entes da federação se comprometam com um ajuste severo das contas públicas, que contemple principalmente corte no funcionalismo e nos gastos previdenciários, as maiores fontes de despesas do Estado.
Ao esticar o prazo de pagamento da dívida, o ministério da Fazenda estima que dará um respiro de R$ 36 bilhões aos Estados e municípios. O governo estuda uma trava para que esses recursos poupados não sejam usados em gastos correntes, e sim em investimentos.
Nessa mesma reunião o governador Pedro Taques (PSDB) se manifestou contrário à recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), ainda que parte dos recursos sejam divididos com os Estados. A reclamação aconteceu em reunião com a presidente Dilma Rousseff. Após o discurso, o governador do estado se retirou em forma de protesto.(Com informações Folha de São Paulo)


