Cidades

Campanha de prevenção contra hanseníase é realizada no interior

Diante do alto número de casos de hanseníase no estado que, segundo balanço preliminar da Secretaria de Estado de Saúde (SES), chegou a 2.783 notificações somente em 2015, o Núcleo de Ações Voluntárias (NAV-MT) junto com a SES, realiza nesta semana de 28 á 30 uma capacitação voltada aos profissionais da saúde no município de Ribeirãozinho. 

Uma equipe da SES conduzirá aulas teóricas que abordam desde a prevenção, pré-teste, diagnóstico, tratamento e medicamentos. Já na aula prática, que ocorre na tarde de sexta-feira e durante todo sábado, os profissionais capacitados irão avaliar casos suspeitos da doença, além de atender a população nas unidades de saúde. 

O projeto desenvolvido pelo NAV, coordenado pela primeira-dama do Estado, Samira Martins, acompanhará as atividades no município na sexta-feira (29), junto com o secretário de Estado de Saúde, Eduardo Bermudez.

A capacitação realizada na Unidade Básica de Saúde de Ribeirãozinho também atende os municípios vizinhos de Ponte Branca e Torixoréu. Além de médicos, também serão qualificados enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, técnicos em laboratório e agentes comunitários de saúde. Contudo, apenas profissionais de nível superior participam da parte prática.

Com uma população de 2.290 habitantes, Ribeirãozinho é um dos municípios em situação preocupante em incidência de hanseníase. Somente em 2015, 19 novos casos foram diagnosticados, mas a estimativa é de que pelo menos 200 pessoas sejam portadoras da doença.

“A escolha da região que será atendida se deve, principalmente, ao número de novos casos da doença nesta que, até então, era uma cidade sem diagnósticos. Essa é uma ação piloto. A ideia é levar essa capacitação para outras cidades de Mato Grosso”, destacou a primeira-dama e voluntária do NAV-MT, Samira Martins.

A doença

A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada mycobacterium leprae, que atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas, principalmente em casos de diagnóstico tardio.

A transmissão dá por meio de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente.

(Assessoria)

Redação

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